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Impermeabilizantes: Acabe com a Infiltração em Casa


Impermeabilizantes: Conheça os diversos tipos de produtos usados para combater e acabar com infiltrações e problemas com a água e saiba qual utilizar em cada caso de infiltração ou umidade.


Tipos de impermeabilizantes e sua indicação

Hidrofugantes: São produtos que repelem a água. Podem ser aplicados diretamente sobre a superfícies minerais, tornando-as repelentes.

Indicação: Tijolo e concreto aparentes, cerâmica porosa, fachadas de pedra e telha cerâmica.

Argamassa Polimérica: Produto bicomponente, pré-dosado, composto por cimento, aditivos, agregados e polímero que, juntos, formam um revestimento impermeável.

Indicação: Piscina, poço de elevador, rodapé, área fria, subsolo, reservatório e caixa d’água.

Emulsão Acrílica: Produto de base acrílica com elastômero, que forma uma membrana líquida. É aplicado a frio e moldado no local. Também é conhecida como manta líquida.

Indicação: Superfícies expostas, como lajes, marquises, coberturas e paredes sujeitas a batidas de chuva.

Manta Asfáltica: Produto pré-fabricado composto por asfalto modificado com polímeros e armado com estruturante.






Indicação: Lajes transitáveis, planas ou inclinadas, jardineiras, floreiras, piscinas, áreas frias, reservatórios e caixas d’água.

Emulsão Asfáltica: Produto aplicado a frio e monocomponente. A aplicação é feita como pintura em demãos. Requer proteção mecânica. Também conhecida como manta líquida.

Indicação: Lajes, terraços e áreas frias.

Calafetador: Produto que tem a função de preencher juntas, internas ou externas, horizontais ou verticais.

Indicação: vedação em caixilhos e esquadrias e calafetações em geral.

Hidrorrepelente: Produto que tem a função de repelir a água. Não forma filme e nem altera a aparência do substrato.

Indicação: Superfícies minerais, como tijolos e concreto aparentes, cerâmica porosa, fachadas de pedras e telha cerâmica.




Glossário do técnico em impermeabilização



 Acrílico:polímeros obtidos através de ácidos acrílicos ou metacrílicos e de seus derivados.

 Adesivo:substância ou produto capaz de manter materiais unidos pela junção de superfícies.

 Aditivo:produto adicionado a certas substâncias para modificar algumas de suas propriedades.

 Agregado:materiais inertes,de origem mineral,utilizados nas argamassas e concretos.

Água de condensação:água com origem na condensação de vapor d’água presente no ambiente sobre a superfície de um elemento construtivo deste ambiente.

Água de percolação:água que,obedecendo à lei da gravidade,escorre sobre as superfícies em direção determinada,não exercendo pressão hidrostática.

Água sob pressão negativa:água confinada ou não,exercendo pressão hidrostática superior à 1 kPa de forma inversa à impermeabilização.

Água sob pressão positiva:água confinada ou não,exercendo pressão hidrostática superior à 1kPa de forma direta na impermeabilização.

Argamassa impermeável com aditivo hidrófugo:tipo de impermeabilização não industrializada aplicada em substrato de concreto ou alvenaria,constituída de areia,cimento, aditivo hidrófugo e água,formando um revestimento com propriedades impermeabilizantes.

Argamassa modificada com polímero:tipo de impermeabilização não industrializada aplicada em substrato de concreto ou alvenaria,constituída de agregados de minerais inertes,cimento e polímeros adequados,formando um revestimento com propriedades impermeabilizantes.

Asfalto:material sólido ou semi-sólido,de cor entre preta e marrom escura,que ocorre na natureza ou é obtido pela destilação de petróleo,que se funde gradualmente pelo calor e no qual os constituintes predominantes são os betumes.

Camada de proteção mecânica:estrato com a função de absorver e dissipar os esforços estáticos ou dinâmicos atuantes por sobre a camada impermeável,de modo a protegê-la contra a ação deletéria desses esforços.

Camada de regularização:estrato com as funções de regularizar o substrato,proporcionando uma superfície uniforme de apoio adequado à camada impermeável e fornecer a ela uma certa declividade,quando essa for necessária.

Condensação:o vapor de água existente no interior de um local entra em contato com superfícies mais frias,formando pequenas gotas de água que vão penetrando nas paredes, madeiras,etc.Esse fenômeno normalmente ocorre no inverno e favorece o crescimento de microorganismos que são prejudiciais à saúde,alterando a estética do local.

Criptoflorescências: são formações salinas,de mesma causa e mecanismo que as eflorescências,mas,nesse caso,os sais formam grandes cristais que se fixam no interior da própria parede ou estrutura.

Emulsão:dispersão de um líquido obtida através de um agente emulsificante. Estanqueidade:propriedade da impermeabilização de resistir à infiltração da água.

Eflorescências:são formações de sais nas superfícies das paredes trazidas do seu interior pela umidade,dando mal aspecto,provocando manchas,descolamento ou descoloramento da pintura.

Estalactite:são depósitos brancos - bicarbonato de cálcio - formados nos tetos,provenientes, geralmente,da cal livre do cimento,que reage com a água e o CO2do ar.É ocasionada geralmente por águas puras (chuva) que,por não conterem sais dissolvidos,tendem a dissolver a cal.

Estalagnite: são depósitos brancos - bicarbonato de cálcio - formados nos pisos.É formada por água com material alcalino (soda,detergentes,etc.) ou com ácidos (carbônicos,sulfídrico, húmico,etc.) provenientes de solos agressivos.Igualmente,pode ser provocada por argamassas feitas com areia originária de praia,não lavada.

Gelividade: a água depositada nos poros e canais capilares dos tijolos e do concreto congela em dias muito frios.Ela pode congelar numa temperatura de até 6ºC.A água,ao congelar, aumenta o volume; portanto,a formação de gelo na superfície acaba deslocando as camadas mais externas,desagregando paulatinamente os materiais.

Hidrófugo:produto destinado a repelir água através da redução do ângulo de molhagem dos poros de um determinado substrato,podendo ser adicionado ao material ou aplicado sobre ele.

Impermeabilização:proteção das construções contra a infiltração de água.A impermeabilização é parte integrante do projeto.

Impermeabilização rígida:conjunto de materiais ou produtos aplicáveis nas partes construtivas não sujeitas à fissuração.

Infiltração:penetração de água na construção por capilaridade ou percolação.

Manta:produto impermeável,pré-fabricado,obtido por calandragem,extensão ou outros processos, com características definidas.

Sistema de Impermeabilização:conjunto de produtos e serviços destinados a conferir estanqueidade às partes de uma construção.

Tecido:fibras de origem natural ou sintética que sofreram um processo de fiação ou tecelagem.

Trinca:abertura ocasionada por ruptura de um material ou componente superior a 0,5 m e inferior a 1 m.

Umidade do solo:água existente no solo,aderida a esse e absorvida por suas partículas, podendo agir por contato lateral ou sob pressão capilar nos materiais empregados na construção.

Projeto, Produtos e Aplicação de impermeabilizantes



I – Como contratar serviços de impermeabilização

Serviço malfeito tem consequências danosas para a obra. Gera atraso, custo extra, prejuízo financeiro e muita desconfiança por parte dos clientes. Por isso, os cuidados tomados com os produtos, dentro da fábrica, devem se estender ao serviço de aplicação.


1 – Projeto – O início de tudo

Um projeto específico de impermeabilização, um prestador de serviço bem recomendado e a fiscalização constante do contratante são as três precauções basicas para garantir um serviço confiável. Ai vem a pergunta: o mercado oferece essa condições? Parte disso cabe ao próprio cliente, mas no que depender dos fornecedores, a resposta e sim.

Tudo começa com uma boa assessoria, que pode vir dos fabricantes idôneos, geralmente associados ao IBI. O setor, de um modo geral, reconhece que existem poucos escritórios especializados, mas os que atuam têm grande experiência e são profundos conhecedores das características técnicas dos produtos e da aplicação, capazes de desenvolver o projeto ou assessorar grandes projetistas, tal como fazem os bons fabricantes.

 Consultados, técnicos de fabricantes de de sistemas impermeabilizantes afirmam que os projetistas devem especificar os produtos por sua descrição técnica, deixando claras as características requeridas em projeto, isto posto, todo fabricante estará apto a fornecer o produto.


2 – Garantia: Aplicadores + Fabricantes

Se o projeto está bem detalhado, resta procurar a empresa de aplicação. Em geral, os próprios fabricantes contam com uma rede de aplicadores credenciados e aptos a aplicar os produtos de sua linha. Além da rede, algumas empresas oferecem também programas de impermeabilização de condomínios. Os alicadores sempre contam com orientação e acompanhamento das fabricas. Isso da ao cliente certa tranquilidade, embora a garantia seja bem delimitada; os prestadores de serviços (Aplicadores) são responsáveis pela garantia de 5 anos e a fábrica, pela qualidade do produto.

Muitos treinamentos técnicos são promovidos pelos fabricantes junto ao profissional-chave no processo: o aplicador . Além de treinamentos, suporte técnico, os fabricantes oferecem suporte técnico e acompanhamento às obras sempre que necessário. A garantia de 5 anos é dada pelo fabricante ao produto por seu desempenho e contra defeitos de fabricação, cabendo a empresa aplicadora garantir a qualidade da instalação.

 Por fim, cabe ainda ressaltar que pelo Código de Defesa do Consumidor e o Procon, estabelece-se prazo de 90 dias para reclamações junto ao prestador de serviços. Após este prazo, se ficar caracterizado como vício de origem, o consumidor continua com a garantia. Porém, danos provocados por uso inadequado da área impermeabilizada não caracterizam a responsabilidade do aplicador.


3 – Dicas de Projeto

Identifique as interferências de instalações e arquitetura, de modo a subsidiar o projeto de impermeabilização.
Consulte a NBR 9575, que está em revisão.
Coloque todos os projetistas em contato direto.
Contrate um especialista para o projeto de impermeabilização.
Observe se os materiais especificados atendem às normas técnicas.
Procure influir na coordenação dos projetos.


4 – Seleção do Fornecedor

É necessário fixar alguns critérios para a contratação do serviço. O cliente deve abrir uma concorrência baseada em um projeto ou especificação que determine claramente o tipo de material que está sendo orçado e que este contemple a norma técnica aplicável. Deve também se certificar de que os produtos e sistemas participantes da tomada de preços são equivalentes em características e desempenho. Caso receba sugestões para alterar o especificado, e recomendável consultar o projetista. “O consumidor deve ser orientado para que analise a situação em nível de projeto, pois esta etapa é constituída de especificações (descrições e justificativas), desenhos, detalhes, planilhas com quantitativos, serviços e sugestões de critérios de medição, conforme preconizado pela NBR 9575/98”.

Credenciado ou não, o aplicador deve ser avaliado previamente pelo contratante. Para isso, convém solicitar referências de obras anteriores, certificar-se de que a empresa possui um responsável técnico, que seja associada ao IBI, que utilize produtos de qualidade e seja indicada ou avalizada pelo fabricante do produto que pretende utilizar. No que tange à proposta comercial, deve ser clara e abrangente, que explicite todos os serviços e as respectivas garantias. O tempo de atividade também é um bom indicador para a avaliação do aplicador.


Dicas de Fornecedores:

Peça aos fabricantes catálogos técnicos e indicação de instaladores.
Consulte fabricantes que oferecem suporte técnico sem custo extra.
Cheque se a empresa possui mão-de-obra qualificada e se tem experiência.
Tenha em mãos uma proposta técnico-comercial clara, que discrimine a metodologia executiva e a tecnologia a ser empregada.
Para lagoa de dejetos, verifique se os fabricantes possuem materiais resistentes aos resíduos.


5 – Contrato

 Escolhida a empresa, vem o contrato. O contratante deve prever a fiscalização da execução de todas as etapas dos serviços – preparações, regularizações, ensaios de produtos, a impermeabilização em si, ensaios hidráulicos, proteções mecânicas e revestimentos.

 Um modelo que tem se mostrado muito eficiente é a contratação de fornecimento de materiais diretamente com o fabricante e de mão-de-obra com o aplicador, revelando vantagens para todas as partes a construtora assegura o fornecimento em lotes específicos, com certificado de análise, obtém alguns serviços associados, como especificações técnicas e quantificação de todas as áreas, acompanhamento e suporte técnico; já o aplicador trabalha com mais tranquilidade, podendo investir seu capital de giro na excelência da mão-de-obra.

 Nos moldes tradicionais, o contrato de prestação de serviços deve ser o mais detalhado possível (veja tabela abaixo).

Quanto à forma de contratação, a mais comum, na construção civil, dá-se por medição, mas se o serviço for muito pequeno uma opção e o preço global, a chamada empreitada. Profissionais do setor impermeabilizador entendem que a forma ideal de contratação é por preço unitário de cada etapa, conforme planilha de quantitativos extraída do projeto de impermeabilização.

 Assim, “podem ser adicionadas ou subtraídas quantidades conforme as necessidades do contratante, como preconiza a lei 8.666 de 21/06/93 – Licitações e Contratos, no caso de obras públicas”. Também o valor da impermeabilização admite divergências. Esses valores variam muito de acordo com o sistema, principalmente quando falamos em mono ou dupla camada e também em função da qualidade do produto, argumentam técnicos do setor.

Veja como deve ser a contratação dos serviços de impermeabilização nas situações a seguir.
Edifício comercial
A construtora deve procurar um especialista e integrá-lo aos outros projetistas da obra.
Com a proposta técnica na mão, pode-se buscar no mercado a melhor relação custo-benefício.
 Hospital público
 O projetista de impermeabilização é fundamental para compatibilizar os projetos.
Na contratação do aplicador (subcontratado), o construtor deve averiguar a idoneidade e a saúde financeira dele.
 Condomínio habitado
 Fabricantes podem oferecer uma boa assessoria neste caso. Mas, como várias pessoas participam da decisão de contratar, os orçamentos (no mínimo três) devem ser bem detalhados.
 A própria residência
 Sob orientação de um especialista, a aplicação pode ser contratada por empreitada, mas é vital que haja a fiscalização. Importante: o projetista pode ser o fiscal, mas o aplicador, não.
 Pequena reforma
 Dadas as dimensões da obra, o maior problema é controlar a qualidade do serviço.
Mas os próprios fabricantes podem dar uma assessoria e indicar aplicadores credenciados.


6 – Fiscalização e Testes

Como saber se o aplicador está, afinal, usando produtos de qualidade? Verifique se o produto entregue na obra corresponde àquele efetivamente contratado, quanto à marca, composição, tipo, espessura.

 Esses dados são fáceis de conferir. Outra maneira é contratar ensaios ou solicitar o envio dos materiais com certificado de qualidade do fabricante daquele lote específico. Durante a realização do serviço conte com a fiscalização de um profissional especializado, preferivelmente o próprio projetista da impermeabilização, a quem cabe analisar as amostras ensaiadas.

Existem testes aplicáveis tão logo o serviço esteja concluído. O teste previsto na NBR 9575/1998 – Impermeabilização – Seleção e Projeto (item 4.5) é o de estanqueidade, que deve ser aplicado por no mínimo 72 horas antes de executada a proteção mecânica. Se houver vazamento, a manutenção é imediata.

 Quanto à rotina de manutenção, o básico é manter os ralos limpos e desobstruídos, não instalar nenhum equipamento ou elemento que possa perfurar a impermeabilização, não utilizar substâncias agressivas para lavagens periódicas das áreas, como ácidos, por exemplo, e não alterar o paisagismo dos jardins de forma que a terra ultrapasse a altura do rodapé original.

Além dos aspectos legais inerentes a todo contrato de prestação de serviços, é indispensável na contratação do aplicador:

Descrição minuciosa dos serviços a serem executados.
Descrição técnica de materiais e sistemas, inclusive citando a marca.
Preços unitários e globais.
Quantidades envolvidas.
Prazo de execução de cada etapa.
Fornecimentos por conta do cliente e do contratado.
Condições de pagamento e formas de reajuste.
Minuta do termo de garantia que será entregue no final dos serviços.


II – O que deve conter um projeto de impermeabilização

De acordo com a NBR 13531:1995 - Elaboração de projetos de edificações - Atividades técnicas, aplicável em conjunto com a NBR 9575:1998 - Projeto de impermeabilização, e Projeto NBR 9575:2003, o projeto de impermeabilização compõe-se de um conjunto de informações gráficas e descritivas que definem integralmente as características de todos os sistemas de impermeabilização empregados em uma dada construção, de forma a orientar sua produção. O projeto de impermeabilização deverá ser constituído de dois projetos que se complementam: projeto básico e projeto executivo (veja tabela abaixo).

Projeto Básico

Desenhos
Textos
plantas de localização e identificação das impermeabilizações, bem como dos locais de detalhamento construtivo.memorial descritivo dos tipos de impermeabilização selecionados para os diversos locais que necessitem de impermeabilização  
 detalhes construtivos que descrevem graficamente as soluções adotadas no projeto de arquitetura para o equacionamento das interferências existentes entre todos os elementos e componentes construtivos.
detalhes construtivos que explicitem as soluções adotadas no projeto de arquitetura para o atendimento das exigências de desempenho em relação à estanqueidade dos elementos construtivos e à durabilidade frente à ação da água, da umidade e do vapor de água.

Projeto Executivo

Desenhos
Textos
plantas de localização e identificação das impermeabilizações, bem como dos locais de detalhamento construtivo.

memorial descritivo de materiais e camadas de impermeabilização.
 memorial descritivo de procedimentos de execução e de segurança do trabalho.
 detalhes genéricos e específicos que descrevam graficamente todas as soluções de impermeabilização projetadas e que sejam necessários para a inequívoca execução destas.planilha de quantitativos de materiais e serviços.
planilha de descrição de ensaios de campo e tecnológicos.


III – Quais as principais consequências da umidade

Tanto as estruturas quanto os ocupantes dos imóveis são vítimas da umidade. Um ambiente úmido e insalubre cheira a mofo e propicia o desenvolvimento de colônias de fungos e bactérias, condições que ameaçam diretamente a saúde dos usuários.

 Isso sem falar da possibilidade de inundação das áreas de subsolo, com grandes prejuízos aos condôminos. Para a edificação, as consequências mais visíveis da infiltração são a desagregação do revestimento, eflorescências no concreto e em argamassas, deterioração e embolhamento de pinturas, e comprometimento da estrutura no longo prazo.


A umidade em cada área da edificação

Fundações

Problemas
Soluções
Umidade ascendente com deterioração da argamassa de revestimento nos pés de paredes, podendo chegar até alturas > 1,00 m.Impermeabilização rígida, como cristalizantes e argamassas poliméricas, ou flexível, como menbranas de asfalto modificado com polímeros em solução ou mantas asfálticas
Infiltração de água e inundação das áreas próximas.
Insalubridade do ambiente.

Lajes em contato com o solo

Problemas
Soluções
Umidade por capilaridade, causando deterioração de acabamentos, como madeiras, carpetes e pisos.Internamente, impermeabilização rígida, como cristalizantes e argamassas poliméricas. Externamente, antes da concretagem do piso, sobre lastro de concreto magro ou solo regular e compactado, impermeabilizações pré-fabricadas, como mantas asfálticas com geotêxtil acoplado.  
Destacamento e embolhamento de pisos de alta resistência , epoxídicos, poliuretânicos, etc.
Insalubridade do ambiente.

Paredes em contato com o solo, cortinas e paredes-diafragma

Problemas
Soluções
Deterioração da argamassa de revestimento.Internamente, impermeabilização rígida, como cristalizantes (somente para substratos maciços) e argamassas poliméricas. Externamente, impermeabilizações pré-fabricadas, como mantas asfálticas ou menbranas moldadas no local à base de solução asfáltica modificada com polímeros, aplicadas a frio e estruturadas com tela industrial de poliéster.
    
Embolhamento e deterioração da pintura.
Deterioração de móveis encostados nas paredes, quadros, revestimentos.
Insalubridade do ambiente

Pilares (estruturas de concreto)

Problemas
Soluções
Ataque as armaduras, com comprometimento da estrutura.Os pilares recebem a mesma impermeabilização de pisos e paredes 

Revestimento de argamassa

Problemas
Soluções
Desagregação. A argamassa perde resistência e torna-se pulverulenta, destacando-se da superfície.Normalmente os revestimentos são executados após a adoção de alguma impermeabilização aplicada diretamente na estrutura. Porém, quando a parede ou cortina for de alvenaria revestida, este revestimento deverá ser executado somente com cimento e areia, no traço de 1:3 a 1:4 e poderá ser impermeabilizado contra umidade de solo com argamassa polimérica pela face interna. Pela face externa, poderá receber impermeabilização elástica, como manta asfáltica ou menbrana moldada no local à base de solução asfáltica modificada com polímeros, aplicada a frio e estruturada com tela industrial de poliéster. Importante: infiltrações do subsolo que afetam os acabamentos (argamassas e pinturas) revelam patologias que têm origem em outras áreas (fundações, pilares, lajes etc.). Portanto, o tratamento pontual do acabamento pode ser apenas paliativo e ocultar problema mais grave; o ideal é investigar as causas das patologias e tratá-las.
  
Eflorescências, mofo e bolor.

Pintura

Problemas
Soluções
Embolhamento e destacamentoRefazer a pintura após impermeabilização da base, conforme as soluções propostas nos itens anteriores.

  
Eflorescências, mofo e bolor.

Concreto aparente

Problemas
Soluções
Comprometimento da estruturaPode ser tratado com sistemas rígidos, como argamassa polimérica e cristalizantes, ou flexíveis (mantas asfálticas, emulsões ou soluções asfálticas, etc.). A opção vai depender das particularidades de cada obra. Por exemplo: em um solo com umidade constante, lençol freático alto e pressão negativa, somente com acesso interno, é recomendado um sistema rígido. Caso seja possível rebaixar o lençol freático, pode-se optar por um sistema flexível aplicado externamente.

Lajes de subsolo (do 1º para o 2º subsolo)

Problemas
Soluções
Oxidação das armaduras com comprometimento das estruturas no longo prazo.Se recomendadas, neste caso, mantas asfálticas, que, no entanto, exigem altura suficiente e proteção mecânica dimensionada para o trânsito de veículos. Existem também alguns sistemas compostos por membranas de uretano com adição de agregados que podem ser utilizados como acabamento final e impermeabilizante. Estes, porém, são muito mais caros que os tradicionalmente utilizados em nosso mercado e ainda não há tecnologia nacional, dependendo de produtos importados.


IV – Cuidado!

Mitos e desculpas que podem colocar a obra 'água abaixo':
”Não podemos lutar contra a água, vamos conviver com ela.”
”Não há sistema de impermeabilização eficiente para conter lençol freático.”
”O subsolo não terá acesso ao público, somente os manobristas vão entrar lá.”
”Não vamos fazer porque não foi considerado em nosso orçamento.”
”Estamos com as cortinas concretadas há meses e elas estão secas (até a primeira cheia ou até receber a primeira pintura).”


V – Conclusões

A proteção das estruturas contar infiltrações de água é condição mínima e necessária a qualquer edificação, independentemente do pavimento em que a infiltração possa se manifestar. O usuário deve exigir que todas as partes da edificação estejam estanques e sem nenhuma manifestação de umidade. A utilização de sistemas impermeabilizantes tem como função principal proteger a edificação, permitindo um aumento da vida útil da construção, garantindo a salubridade dos ambientes e melhorando a qualidade de vida dos usuários.

A importância do projeto de impermeabilização




Impermeabilizar é o ato de isolar e proteger os materiais de uma edificação da passagem indesejável de líquidos e vapores, mantendo assim as condições de habitabilidade da construção.


 É uma técnica que consiste na aplicação de produtos específicos com o objetivo de proteger as diversas áreas de um imóvel contra a ação de águas que podem vir da chuva, de lavagem, de banhos ou de outras origens. Como tudo em construção civil, a impermeabilização também deve ser planejada para reduzir o custo e aumentar a eficiência.

A falta ou uso inadequado da impermeabilização compromete a durabilidade da edificação, causando prejuízos financeiros e danos à saúde. A água infiltrada nas superfícies e nas estruturas afeta o concreto, sua armadura, as alvenarias.

 O ambiente fica insalubre devido à umidade, fungos e mofo, diminuindo a vida útil da edificação, sem falar no desgaste físico e emocional do proprietário ou usuário que sofre com a má qualidade de vida causada pelos problemas existentes no imóvel.

Quanto custa uma impermeabilização bem feita?

Em qualquer atividade que envolve canalização de recursos financeiros temos que analisar a chamada “relação custo/benefício”. Em impermeabilização não é diferente. 

Se estudarmos o custo de uma boa impermeabilização, veremos que varia entre 1% a 3% do custo total da obra. Se os serviços forem executados apenas depois de constatar problemas com infiltrações na edificação já pronta, o custo com a impermeabilização ultrapassa em muito este percentual. Isto porque refazer o processo de impermeabilização pode gerar um acréscimo de 10% a 15% do valor do serviço.

Devido aos altos índices de manifestações patológicas que vêm ocorrendo nas edificações busca-se, cada vez mais, a garantia e o controle da qualidade em todo o processo construtivo.

Desta forma, a qualidade final do produto depende da qualidade do processo, da interação entre as fases do processo produtivo e da intensa retro-alimentação de informações, fatores que proporcionam a melhoria contínua.

Planejando a impermeabilização

A exemplo dos projetos de instalações hidráulica e elétrica, um projeto de construção civil deve contemplar igualmente um Projeto de Impermeabilização.
O profissional encarregado de planejar a impermeabilização deve dispor dos projetos de arquitetura e demais projetos complementares que tenham ligação com a Impermeabilização. Naturalmente, é importante termos um projeto em total conformidade com os aspectos Normativos (ABNT) e de qualidade.

A NBR 9575 – 2003 estabelece os seguintes pontos:
• Item 3 - definições usadas nos projetos
• Item 4 - classificação dos tipos (Rígido e Flexível)
• Item 4,2 - tipos de substratos
• Item 4.3 - serviços auxiliares e complementares
• Item 5.1 - tipos de impermeabilização contra água de percolação
• Item 5.2 - tipos de impermeabilização contra água de condensação
• Item 5.3 - tipos de impermeabilização contra umidade de solo
• Item 5.4 - tipos de impermeabilização contra fluidos que atuam sob pressão unilateral ou bilateral
• Item 6 - Projeto, onde a elaboração e responsabilidade técnica é exigida para o projeto de arquitetura, conforme definido na NBR 13352 – Elaboração de projetos de edificações - Arquitetura - procedimentos , sendo necessário obedecer de forma integral o disposto na NBR 9575-2003

O projetista de impermeabilização deve analisar os projetos básicos da obra procurando evidenciar as áreas que necessitam de impermeabilização e avaliar os tipos das estruturas, entre outros aspectos, iniciando o estudo dos sistemas adequados para cada situação 

Projetos e Informações Complementares : 

• Projeto de Arquitetura;
• Projeto Estrutural;
• Projeto de Instalações Elétricas e Hidráulicas;
• Existência de pressão negativa;
• Acomodação do terreno;
• Variação de temperatura.

Os tipos de Impermeabilização podem ser divididos em: 

• Pré-fabricados (manta asfáltica) -- Possuem espessuras definidas e controladas pelo processo industrial.
• Moldado no local -- pode ser aplicado à quente (asfaltos em bloco) ou a frio (emulsões e soluções).
• Rígido -- Com argamassas poliméricas, conferem proteção mecânica à superfície impermeabilização.

Interferências no Projeto

Conforme já vimos, em obras comerciais, industriais ou residenciais, a impermeabilização deve ter um projeto específico, que detalhe os produtos e a forma de execução das técnicas de aplicação dos sistemas ideais de impermeabilização para cada caso. A indicação do sistema a usar depende de cada tipo de estrutura sobre a qual se queira impermeabilizar.

Sendo assim, a definição leva em consideração se a estrutura está sujeita ou não a movimentação. Por exemplo: as lajes de grande superfície expostas à luz solar e intenso resfriamento no período noturno apresentam grande movimentação, face aos movimentos de dilatação (dia) e retração (noite). Tais estruturas exigem, para efeito de impermeabilização, produtos com características Flexíveis.

Impermeabilizar não é só aplicar produtos químicos, visa obter 100% de estanqueidade. Para isso devemos observar as seguintes fases: 

• Projeto de Impermeabilização;
• Materiais Impermeabilizantes;
• Mão de obra de aplicação;
• Qualidade da construção;
• Fiscalização;
• Orientação aos usuários Composição do Projeto;
• Memorial descritivo;
• Plantas com detalhes específicos;
• Especificação e localização dos materiais a serem utilizados;
• Definição dos serviços a serem realizados;
• Planilha quantitativa de serviços e materiais aplicados;
• Estimativa de custos dos serviços descritos.

Em resumo...

Um dos fatores de prováveis vazamentos em edificações vem da ausência do Projeto de Impermeabilização. Como em tudo na construção civil, a impermeabilização também deve ser pensada em detalhes, usando as especificações corretas tanto em termos técnicos quanto atendendo às normas específicas.

A falta do planejamento e conseqüente serviço feito desordenadamente pode ocasionar, entre outros, os seguintes problemas: 

• Re-trabalhos de instalações hidráulicas;
• Enchimentos desnecessários;
• Mudança no dimensionamento final dos acabamentos;
• Manutenções e reparos futuros na própria impermeabilização, diminuindo sua vida útil.