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Impermeabilizantes: Acabe com a Infiltração em Casa


Impermeabilizantes: Conheça os diversos tipos de produtos usados para combater e acabar com infiltrações e problemas com a água e saiba qual utilizar em cada caso de infiltração ou umidade.


Tipos de impermeabilizantes e sua indicação

Hidrofugantes: São produtos que repelem a água. Podem ser aplicados diretamente sobre a superfícies minerais, tornando-as repelentes.

Indicação: Tijolo e concreto aparentes, cerâmica porosa, fachadas de pedra e telha cerâmica.

Argamassa Polimérica: Produto bicomponente, pré-dosado, composto por cimento, aditivos, agregados e polímero que, juntos, formam um revestimento impermeável.

Indicação: Piscina, poço de elevador, rodapé, área fria, subsolo, reservatório e caixa d’água.

Emulsão Acrílica: Produto de base acrílica com elastômero, que forma uma membrana líquida. É aplicado a frio e moldado no local. Também é conhecida como manta líquida.

Indicação: Superfícies expostas, como lajes, marquises, coberturas e paredes sujeitas a batidas de chuva.

Manta Asfáltica: Produto pré-fabricado composto por asfalto modificado com polímeros e armado com estruturante.






Indicação: Lajes transitáveis, planas ou inclinadas, jardineiras, floreiras, piscinas, áreas frias, reservatórios e caixas d’água.

Emulsão Asfáltica: Produto aplicado a frio e monocomponente. A aplicação é feita como pintura em demãos. Requer proteção mecânica. Também conhecida como manta líquida.

Indicação: Lajes, terraços e áreas frias.

Calafetador: Produto que tem a função de preencher juntas, internas ou externas, horizontais ou verticais.

Indicação: vedação em caixilhos e esquadrias e calafetações em geral.

Hidrorrepelente: Produto que tem a função de repelir a água. Não forma filme e nem altera a aparência do substrato.

Indicação: Superfícies minerais, como tijolos e concreto aparentes, cerâmica porosa, fachadas de pedras e telha cerâmica.




Manifestações Patológicas na Impermeabilização


A atividade impermeabilização é entendida de forma simplória, como a adoção de técnicas e metas com o objetivo de formar uma barreira química ou física, contra a passagem da água. No entanto, a impermeabilização tem uma função muito mais importante, que é a de proteger as estruturas de concreto, contra a agressão provocada pela água e esgoto, visto elas serem suscetíveis a esta degradação.

Os materiais e sistemas de impermeabilização possuem características próprias e variáveis, em função de sua composição química, formulações, etc.., apresentando propriedades distintas de resistência a tração, alongamento, aderência, impermeabilidade, absorção de água, durabilidade, etc. Portanto, se os sistemas possuem propriedades variáveis, é natural que sua aplicação na construção civil apresente formas de desempenho distintas. Assim sendo, a impermeabilização torna-se uma atividade complexa, visto que os profissionais da especialidade devem conhecer com profundidade as propriedades dos sistemas impermeabilizantes para então entender o seu comportamento frente às solicitações impostas pelas obras da construção civil.

Por outro lado, a estrutura de concreto que servirá de suporte da impermeabilização apresenta também suas propriedades físicas e químicas intrínsecas dos materiais utilizados na sua construção, que refletem nas exigências de desempenho do sistema de impermeabilização, que será utilizado para protegê-lo, contra a passagem indesejável da água e do esgoto.

A somatória de técnicas distintas para a construção de uma estrutura de concreto, cada um com propriedades diferentes, muitas vezes acarretam em problemas de patologia construtivas, que incidem diretamente no desempenho da impermeabilização e, se a mesma não estiver adequadamente dimensionada, poderá falhar por não resistir aos esforços impostos.

Em muitas ocasiões, a impermeabilização é apontada como ineficiente, sendo que, a partir de uma análise mais rigorosa, percebe-se que a mesma perdeu sua eficiência devido a erros construtivos que provocaram sua degradação.

Por erro de interpretação, a impermeabilização é apontada como ré, quando nestes casos é uma verdadeira vítima das falhas construtivas.

Assim sendo, os profissionais da atividade de impermeabilização devem conhecer as patologias construtivas mais comuns e inerentes às áreas impermeabilizadas, a fim de prevenir com o dimensionamento adequado da impermeabilização, bem como dos reforços necessários. Os construtores também devem conscientizar-se destas patologias, já que são responsáveis diretos pelas suas manifestações. Para melhor entender este mecanismo, seguem as principais manifestações patológicas que ocorrem em estruturas de concreto em saneamento.

MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS

As principais manifestações patológicas relacionadas com a impermeabilização podem ser divididas em dois grupos:

GRUPO 1
Manifestações patológicas provocadas pela infiltração d’água, devido à ausência ou falha da impermeabilização.

GRUPO 2
Manifestações patológicas originárias do processo construtivo, que podem provocar o rompimento ou danos à impermeabilização.

MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS DO GRUPO 1

Corrosão das Armaduras
A corrosão das armaduras é uma das principais manifestações patológicas, responsáveis por prejuízos da ordem de 0,5% do PIB, segundo algumas estatísticas.
Recobrimento das armaduras abaixo dos valores recomendados pelas normas da ABNT.
Concreto executado com elevado fator água/cimento, acarretando elevada porosidade do concreto e fissuras de retração.




Ausência ou deficiência de cura do concreto, proporcionando a ocorrência de fissuras, porosidade excessiva, diminuição da resistência, etc.
Segregação do concreto com formação de ninhos de concretagem, devido ao traço, lançamento e vibração incorretos, formas inadequadas, etc.

Carbonatação do Concreto
A reação do cimento com a água resulta em compostos hidratados. Na confecção do concreto, normalmente adiciona-se um excedente de água de amassamento necessária para sua mistura e trabalhabilidade. Assim, obtemos um concreto compacto e denso, porém poroso.

A elevada alcalinidade do concreto (PH entre 12 e 14) deve-se principalmente ao hidróxido de cálcio resultante da reação do cimento. O hidróxido de cálcio em combinação com os hidróxidos ferrosos do aço formam uma capa passivadora, composta de óxidos compactos e contínuos, que mantém a armadura protegida, mesmo em concretos com elevada umidade.

A carbonatação do concreto, notadamente em concretos porosos ou com baixo cobrimento das armaduras reduz a alcalinidade do concreto para valores de PH inferiores a 10, tendo como conseqüência a destruição da capa passivadora da armadura, permitindo a início do processo de corrosão, quando em presença de água (eletrólito), oxigênio e diferença de potencial da armadura.

Eflorescência
A eflorescência é a formação de depósitos salinos na superfície do concreto ou argamassas, etc.. Como resultado da sua exposição à água de infiltrações ou intempéries. Ë considerado um dano, por alterar a aparência do elemento onde se deposita. Há casos em que seus sais constituintes podem ser agressivos e causar degradação profunda. A modificação no aspecto visual é intensa onde há um contraste de cor entre os sais e o substrato sobre as quais se deposita. Como exemplo, a formação branca de carbonato de cálcio sobre o concreto cinza.

Quimicamente a eflorescência é constituída principalmente de sais de metais alcalinos (sódio e potássio) e alcalino-ferrosos (cálcio e magnésio, solúveis ou parcialmente solúveis em água). Pela ação da água , estes sais são dissolvidos e migram para a superfície e a evaporação da água resulta na formação de depósitos salinos.

Fatores que contribuem para a formação de eflorescências:

Devem agir em conjunto:
- teor de sais solúveis;
- pressão hidrostática para proporcionar a migração para a superfície;
- presença de água.




MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS DO GRUPO 2

Trincas e fissuras em estruturas de concreto
Dentre os inúmeros problemas patológicos das estruturas de concreto, as trincas são particularmente importantes pelos seguintes fatos:
- aviso de um eventual problema estrutural ou de estado perigoso;
- comprometimento da estanqueidade da edificação;
- constrangimento psicológico dos usuários dos serviços de água e esgoto.




Abaixo são relacionados os principais tipos de trincas encontradas na patologia das estruturas de concreto:

Variações térmicas
Os componentes de uma estrutura de concreto, notadamente as tampas dos reservatórios estão sujeitas a variações térmicas diárias e sazonais, que provocam sua variação dimensional. Estes movimentos de dilatação e contração são restringidos pelos diversos vínculos que envolvem os materiais, gerando tensões que podem provocar trincas ou fissuras.

As lesões verificadas em obras sob efeito das movimentações diferenciadas, assumem diversas situações e intensidade, como exemplo:
- destacamentos entre alvenarias e estruturas;
- destacamento das argamassas de seus substrato;
- fissuras ou trincas inclinadas em paredes com vínculo em pilares e vigas, expostos ou não à insolação;
- fissuras ou trincas regularmente espaçadas em alvenarias ou concreto, com grandes vãos sem juntas;
- fissuras ou trincas horizontais em alvenarias apoiadas em lajes submetidas a forte insolação.


A diferença entre as temperaturas das superfícies superior e inferior da laje faz com que a dilatação seja mais intensa na face superior, provocando tensões de tração e cisalhamento nas paredes


Deformação excessiva do concreto armado
As estruturas de concreto armado deformam-se sob ação de cargas permanentes ou acidentais. O cálculo estrutural admite flechas que não comprometem a estabilidade ou o efeito estético. Entretanto suas amplitudes podem gerar tensões, que comprometem as alvenarias e outros componentes apoiados ou vinculados à estrutura, acarretando a formação de fissuras ou trincas.

Recalques diferenciais
A deformação do solo sob o efeito de cargas externas pode ser diferente ao longo das fundações de uma estrutura de concreto, podendo gerar recalques diferenciais que geram tensões variáveis, que podem induzir na ocorrência de trincas e fissuras.

Retração hidráulica
O concreto ou argamassa retrai quando seca e expande quando absorve água. Estas variações de volume, devido a presença de água, são inerentes ao concreto e argamassas.

A mistura de água ao cimento produz uma série de reações cujos produtos compõem-se de materiais cristalinos e uma grande quantidade de gel (tobermorita). A variação do traço do concreto e argamassas apresenta maior ou menor retração. A quantidade de água tem relação direta com a retração.

As medidas preventivas para reduzir a retração hidráulica são:
- menor relação água/cimento;
- maior teor de agregados;
- espessura do cimento;
- hidratação.

Ninhos e falhas de concretagem
A impermeabilização não deve ser aplicada num substrato desagregado ou de baixa resistência. Alguns sistemas de impermeabilização, como os cimentos impermeabilizantes por cristalização, só apresentam eficiência sobre substratos de concreto compactos.

Os ninhos e falhas de concretagem são pontos preferenciais de ocorrência de patologia de corrosão das armaduras, cujas conseqüências como fissuração do concreto e expansão das armaduras, pode danificar a impermeabilização.

Os ninhos e falhas de concretagem devem ser cuidadosamente reparados, de forma a datar estas regiões, com propriedades, no mínimo iguais ao do concreto original. Devem ser eliminados todos os materiais desagregados até atingir o substrato compacto, efetuando-se o reparo com argamassas de alta resist6encia, não retrateis aditivadas com polímeros incorporadores de aderência, aplicadas após prévia hidratação do substrato.




Recobrimento das armaduras
A ausência de recobrimento adequado das armaduras do concreto armado, com os valores mínimos recomendados pela NBR 6118, podem desencadear processos de corrosão das armaduras, tendo como manifestação a expulsão da capa de cobrimento das armaduras, interferindo na aderência, puncionamento ou rasgamento do sistema impermeabilizante.

Uma vez constatado a deficiência do cobrimento das armaduras, pode-se prevenir as manifestações patológicas, com a aplicação de revestimentos especiais que compensem a ausência do recobrimento recomendado por norma.

Uma das soluções adotadas é o da aplicação de cimentos ou argamassas poliméricas, compostas de cimento, quartzo de granulometria definida e polímeros (acrílicos, SBR, SBS, etc.), cuja propriedade de baixa permeabilidade a agentes agressivos, evita ataque às armaduras.




Chumbamento de peças
Os ralos, tubulações ou peças emergentes devem ser rigidamente fixadas ao substrato, de forma a que seu possível deslocamento não prejudique a impermeabilização aplicada e arrematada nestes pontos.

Devem ser evitadas a presença de materiais estranhos, como madeira e outros materiais, que possam interferir na fixação destas peçam.

Recomenda-se para a correta fixação a utilização de argamassas tipo grout e ponte de aderência com adesivo epóxi.

Existem soluções técnicas adequadas e para melhor informação veja o case da empresa Águas do Amazonas, com fornecimento dos produtos pela Viapol e a execução dos serviços pela Betonpoxi.




Impermeabilização : Coberturas transitáveis por pedestres e veículos.


São aquelas que devem receber uma pavimentação adequada ao trânsito de pedestres, mas não de veículos.Também nessas regiões a impermeabilização rígida não é recomendada, pois estas lajes são susceptíveis de fissuras provenientes de oscilação térmica.

Recomenda-se mantas asfálticas ou elastoméricas. Preparação da base: Sobre a laje deve-se executar a camada de regularização com argamassa de cimento e areia no traço 1:3, tomando o cuidado de arredondar todos os cantos com paredes com um raio de 5 cm (usa-se para isso a lateral de uma garrafa).

Essa medida facilita a aplicação da camada impermeabilizante e sua acomodação. Deve-se também, nessa etapa, prever queda para ralos, fazendo a regularização com um caimento mínimo de 1% e sua espessura mínima deve ser de 3 cm.

Após a cura da argamassa, aplica-se o primer (pintura de base asfáltica). A superfície deve estar totalmente seca e livre de óleo. O primer é aplicado a rolo de lã ou brocha, em uma única demão. No caso da manta elastomérica, após o primer aplica-se uma camada de Pasta Berço (lama asfáltica com borracha moída), aplicada com desempenadeira em uma camada de 0,5cm.

Após a secagem ao toque, pode-se passar à aplicação da manta, que é feita, no caso da manta asfáltica, com o desenrolar dos tubos de manta sobre a laje, deixando um transpasse lateral de 10 cm.O método mais comumente usado para a fusão das mantas é com uso de maçarico.

Neste método é preciso se tomar muito cuidado com o aquecimento excessivo da manta, em seu interior existe um véu estrutural e a sua ruptura inutiliza a manta.Uma dica dada pelos operários experientes é que a manta estará danificada quando a sua superfície parecer que "fritou".

No caso da manta elastomérica, a aplicação é feita com o desenrolar dos tubos da manta sobre a camada de pasta berço, com um transpasse de 10 cm e a fusão é feita através de uma fita de caldeação. Esta vulcanização é feita quimicamente e a frio.

Tanto no caso da impermeabilização com manta asfáltica quanto com elastomérica, antes da aplicação da manta deve-se fazer todos os arremates nos ralos, tubos que vazarão a manta, juntas de dilatação, etc.

Na periferia da região a ser impermeabilizada, a manta deve subir na parede no mínimo 50 cm, formando um barrado. Essas paredes devem ser construídas com tijolo maciço até 20 cm acima do final da manta. O tijolo furado faz com que no caso de uma infiltração, mesmo depois do problema resolvido, a água armazenada nos furos mereje por meses, deixando dúvidas quanto ao serviço.

Os ralos e tubos nunca deverão estar a menos de 10cm recuados das paredes ou um do outro. Isso impede o arremate da impermeabilização.

Coberturas transitáveis por veículos

Estes são os casos onde existem estacionamentos sobre a laje e embaixo é também área útil do edifício.

Este caso não difere muito do caso das soluções adotadas para áreas transitáveis por pedestres, exceto que o piso sobre a manta deve ter resistência adequada. Uma das formas é de se aplicar uma camada de 4 cm de argamassa armada com tela soldada com malha de 15x15cm (tela Telcon L47).


Detalhes de impermeabilização em desenho: Como informação adicional aos profissionais interessados, estaremos divulgando em todos os artigos dessa série, desenhos com detalhamento:














Glossário do técnico em impermeabilização



 Acrílico:polímeros obtidos através de ácidos acrílicos ou metacrílicos e de seus derivados.

 Adesivo:substância ou produto capaz de manter materiais unidos pela junção de superfícies.

 Aditivo:produto adicionado a certas substâncias para modificar algumas de suas propriedades.

 Agregado:materiais inertes,de origem mineral,utilizados nas argamassas e concretos.

Água de condensação:água com origem na condensação de vapor d’água presente no ambiente sobre a superfície de um elemento construtivo deste ambiente.

Água de percolação:água que,obedecendo à lei da gravidade,escorre sobre as superfícies em direção determinada,não exercendo pressão hidrostática.

Água sob pressão negativa:água confinada ou não,exercendo pressão hidrostática superior à 1 kPa de forma inversa à impermeabilização.

Água sob pressão positiva:água confinada ou não,exercendo pressão hidrostática superior à 1kPa de forma direta na impermeabilização.

Argamassa impermeável com aditivo hidrófugo:tipo de impermeabilização não industrializada aplicada em substrato de concreto ou alvenaria,constituída de areia,cimento, aditivo hidrófugo e água,formando um revestimento com propriedades impermeabilizantes.

Argamassa modificada com polímero:tipo de impermeabilização não industrializada aplicada em substrato de concreto ou alvenaria,constituída de agregados de minerais inertes,cimento e polímeros adequados,formando um revestimento com propriedades impermeabilizantes.

Asfalto:material sólido ou semi-sólido,de cor entre preta e marrom escura,que ocorre na natureza ou é obtido pela destilação de petróleo,que se funde gradualmente pelo calor e no qual os constituintes predominantes são os betumes.

Camada de proteção mecânica:estrato com a função de absorver e dissipar os esforços estáticos ou dinâmicos atuantes por sobre a camada impermeável,de modo a protegê-la contra a ação deletéria desses esforços.

Camada de regularização:estrato com as funções de regularizar o substrato,proporcionando uma superfície uniforme de apoio adequado à camada impermeável e fornecer a ela uma certa declividade,quando essa for necessária.

Condensação:o vapor de água existente no interior de um local entra em contato com superfícies mais frias,formando pequenas gotas de água que vão penetrando nas paredes, madeiras,etc.Esse fenômeno normalmente ocorre no inverno e favorece o crescimento de microorganismos que são prejudiciais à saúde,alterando a estética do local.

Criptoflorescências: são formações salinas,de mesma causa e mecanismo que as eflorescências,mas,nesse caso,os sais formam grandes cristais que se fixam no interior da própria parede ou estrutura.

Emulsão:dispersão de um líquido obtida através de um agente emulsificante. Estanqueidade:propriedade da impermeabilização de resistir à infiltração da água.

Eflorescências:são formações de sais nas superfícies das paredes trazidas do seu interior pela umidade,dando mal aspecto,provocando manchas,descolamento ou descoloramento da pintura.

Estalactite:são depósitos brancos - bicarbonato de cálcio - formados nos tetos,provenientes, geralmente,da cal livre do cimento,que reage com a água e o CO2do ar.É ocasionada geralmente por águas puras (chuva) que,por não conterem sais dissolvidos,tendem a dissolver a cal.

Estalagnite: são depósitos brancos - bicarbonato de cálcio - formados nos pisos.É formada por água com material alcalino (soda,detergentes,etc.) ou com ácidos (carbônicos,sulfídrico, húmico,etc.) provenientes de solos agressivos.Igualmente,pode ser provocada por argamassas feitas com areia originária de praia,não lavada.

Gelividade: a água depositada nos poros e canais capilares dos tijolos e do concreto congela em dias muito frios.Ela pode congelar numa temperatura de até 6ºC.A água,ao congelar, aumenta o volume; portanto,a formação de gelo na superfície acaba deslocando as camadas mais externas,desagregando paulatinamente os materiais.

Hidrófugo:produto destinado a repelir água através da redução do ângulo de molhagem dos poros de um determinado substrato,podendo ser adicionado ao material ou aplicado sobre ele.

Impermeabilização:proteção das construções contra a infiltração de água.A impermeabilização é parte integrante do projeto.

Impermeabilização rígida:conjunto de materiais ou produtos aplicáveis nas partes construtivas não sujeitas à fissuração.

Infiltração:penetração de água na construção por capilaridade ou percolação.

Manta:produto impermeável,pré-fabricado,obtido por calandragem,extensão ou outros processos, com características definidas.

Sistema de Impermeabilização:conjunto de produtos e serviços destinados a conferir estanqueidade às partes de uma construção.

Tecido:fibras de origem natural ou sintética que sofreram um processo de fiação ou tecelagem.

Trinca:abertura ocasionada por ruptura de um material ou componente superior a 0,5 m e inferior a 1 m.

Umidade do solo:água existente no solo,aderida a esse e absorvida por suas partículas, podendo agir por contato lateral ou sob pressão capilar nos materiais empregados na construção.

História da impermeabilização


Os romanos e os incas já empregavam albumina (clara de ovo,sangue,óleos,etc.) para impermeabilizar saunas e aquedutos.Também no Brasil,nas cidades históricas,existem igrejas e pontes em perfeito estado de conservação,nas quais a argamassa de assentamento das pedras foi aditivada com óleo de baleia,utilizado como plastificante,visando a obtenção de estruturas menos permeáveis.

IMPERMEABILIZAÇÕES - TELHADOS


Definição dos tipos de patologias em telhados.Esta texto tem como objetivo capacitar os leitores em identificar os problemas encontrados nas estruturas dos telhados.Você sabe quando o seu telhado pode vazar? Primeiramente, se o seu telhado não é impermeabilizado, você corre grandes riscos para o surgimento de goteiras. Confira a seguir os itens que deve ficar atento:

Inclinação:Em muitas casas, o problema de vazamento proveniente do telhado persiste devido a inclinação inadequada do projeto. Coeficientes elevados, acima de 10%, geram angulações radicais, onde telhas e estruturas não estudadas, podem trazer grandes transtornos futuros.

Sobreposição de telhas:
Com a ação dos ventos ou uma falha na execução do telhado, telhas podem ficar sobrepostas, abrindo um foco para infiltrações.

Telhas quebradas:Com uma forte chuva, a força das águas e dos ventos, podem ocasionar quebras de telhas, tendo o surgimento de goteiras. Telhas que absorvam muita água:Existem telhas, independentes de serem de barro ou de cimento, que absorvem muita água, sendo muito propícias ao surgimento de vazamentos ou umidade interna num telhado não impermeabilizado.

 Força das águas:Principalmente em telhados de muitas águas (com vários caimentos), em pontos de encontro, as águas das chuvas caminham com tamanha intensidade que podem deslocar ou quebrar telhas, podendo ocasionar grandes infiltrações.

Então, o que é necessário para eliminar de vez com o problema das goteiras?Simples! Primeiramente, tomar consciência de que é necessário impermeabilizar seu telhado. Para isso, não é necessário construir uma nova cobertura, atualmente já existem produtos que possibilitam sua colocação de maneira fácil e eficiente.

 Mas para você que vai começar uma nova edificação, previna-se já desse problema e procure os materiais adequados para o seu caso.

Definição dos tipos de impermeabilização em telhados.Veja abaixo os tipos de impermeabilização em telhados:

De acordo com as características do telhado e uso da edificação, será determinado o tipo de sistema especificado.Impermeabilização sob telhados em lajes

É um sistema impermeabilizante aplicado nas lajes de concreto que dão suporte ao telhado.Geralmente estas impermeabilizações são executadas em locais onde se deseja obter 100% de estanqueidade, já que os telhados por si só não oferecem total estanqueidade.São exemplo desses locais:


Residências de alto padrão, escritórios e comércios de alto padrão, centros cirúrgicos, centro de processamento de dados, centro de diagnósticos, áreas com equipamentos de alta tecnologia.Materiais que compões este sistema:


Mantas asfálticas ou membranas asfáticas.


Impermeabilização sob telhados - Sub coberturas

As sub-coberturas são sistemas impermeabilizantes que, dependendo do produto, podem também ter a função de isolantes térmicos. Sua instalação varia de acordo com seu fabricante. Hoje, encontra-se muitos produtos adequados a reformas, com rápida e fácil aplicação, adaptáveis até mesmo para telhados prontos, independente do tipo de telhas usadas.Com o avanço tecnológico, cada vez mais produtos estão sendo desenvolvidos visando o conforto e proteção do usuário. Com isso, encontra-se sub-coberturas impermeáveis às infiltrações das águas das chuvas porém, permeável ao vapor d'água, permitindo que o telhado respire, evitando a condensação e a proliferação de fungos, pois evita o acúmulo de umidade ao longo do tempo. Podendo ainda, impedir a passagem de pó, roedores e insetos pelo telhado.

São exemplos desses locais:

Todo tipo de edificação que possui telhado.

Materiais que compões este sistema:


Material produzidos com fibras de polietileno de alta densidade, sem aditivos. É sintético e 100% reciclável, durável e muito resistente às intempéries, aos rasgos e fungos, o que reduz a necessidade de manutenções.


Material produzido com filme de poliéster aluminizado. Garante impermeabilização total e médio poder em isolante térmico, aconselhável para proteção do forro de madeira e evita a condensação em todos os tipos de telhados com estrutura de madeira e cobertura com telhas de barro, concreto, ardósia,etc...


Material de mantas laminadas compostas de folhas de alumínio, adesivos especiais, papel kraft e malhas de reforço. Não decompõe com a umidade, não favorece o alojamento de fungos e pragas e é atóxico.


Impermeabilização sobre telhados:

É um sistema impermeabilizante aplicado sobre os telhados.Geralmente estas impermeabilizações são executadas em telhados antigos onde se deseja obter estanqueidade e redução de calor.

Materiais que compões este sistema:

Mantas asfalticas com alumínio e manta asfalticas mineralizadas com véu de poliéster.


Materiais - Mantas asfálticas

 DESCRIÇÃO: As mantas asfálticas são produtos impermeabilizantes pré-fabricados, sendo a base de asfalto modificado com polímeros, estruturadas com filme de polietileno, véu de fibra de vidro ou não tecido de filamentos contínuos de poliéster. Sua fabricação dá-se por dois processos: o de Calandragem ou de Laminação.

 DIMENSIONAMENTO:Confeccionadas sob os padrões de mercado, tem-se bobinas de 10m de comprimento, 1m de largura e espessuras de 4 mm indicadas para piscinas. Há, porém, a possibilidade da fabricação de bobinas em dimensões especiais conforme as características específicas da obra determinada.

 CARACTERÍSTICAS: Num geral, as mantas asfálticas possuem as seguintes características: - Estabilidade térmica e dimensional; alta resistência aos esforços mecânicos; elevada flexibilidade; alta resistência ao puncionamento estático e dinâmico; ampla faixa de resistência à temperatura; alta resistência à fadiga mecânica; elevada durabilidade. Podem variar ainda de acordo com o polímero adicionado, ou o estruturante usado, e o acabamento que é dado.

 ASFALTOS:Os polímeros são responsável pela flexibilidade, alongamento, correções dos pontos de amolecimento e penetração dos asfaltos.Proporcionam características especificas que determinam, muitas vezes, o tipo de aplicação.

 Os mais utilizados são os elastoméricos como os SBS (Estireno - Butadieno - Estireno) e os Plastoméricos como o APP ( Polipropileno Atatico). Com isso, os compostos asfalticos ( Asfalto + polimero) para a fabricação de mantas podem ser classificados como Elastoméricos ( os que possuem SBS), Plastoméricos (os que possuem APP) e os modificados por Oxidação da massa Asfaltica ( Oxidado) e os modificados por polimerização por condensação da massa asfáltica (Policondensado).

 ESTRUTURANTES:Os estruturantes são responsáveis pela resistência à tração. Os mais utilizados são: filme de polietileno, véu de vidro e o não tecido de poliéster.

 ACABAMENTOS:Os acabamentos são determinados de acordo com a necessidade funcional, estética ou de aplicação. Os revestimentos escolhidos são aplicados nas mantas asfálticas ainda no processo de fabricação.

 Em mantas que receberão proteção, encontra-se acabamentos em: filme de polietileno, areia. Já as mantas autoprotegidas, que são aquelas que estarão expostas, sem proteção, como, por exemplo, numa laje de cobertura, encontram-se as seguintes opções: Mineralizadas: camada de grânulos minerais. Aluminizadas: lamina de alumínio..Para pintura: véu de poliéster.

ESPECIFICAÇAO PARA ÁREAS DE TELHADOS

 Na execução de impermeabilização de áreas de telhados é recomendado a utilização de mantas asfalticas com as seguintes características:Impermeabilização sob telhados em lajes

Aplicadas com o uso de maçarico ou colagem com asfálto

Espessura mínima recomendada: 3mm

Estruturante: Poliéster ou Fibra de Vidro

Acabamento: Polietireno ou areia.


Impermeabilização sobre telhados

Aplicadas com o uso de maçarico

Espessura mínima recomendada: 3mm

Estruturante: Poliéster, Fibra de Vidro ou Polietileno

Acabamento: Alumínio, Mineral ou Poliéster.

 NORMAS VIGENTES:As normas que fornecem parâmetros de desempenho para as mantas asfálticas são as: NBR 9952/98 e a NBR 9956.

 APLICAÇÃO:O sucesso de uma boa impermeabilização é a sua aplicação. Para isso é importante estar atento a diversos detalhes executivos e recomendações de fabricantes. Para o processo de impermeabilização ser iniciado, é necessário uma Preparação da Superfície, para então, chegar à Aplicação da Manta Asfáltica, e por fim, a execução da Proteção Mecânica.

 PREPARAÇÃO DA SUPERFÍCIE

Impermeabilização sob telhados em lajes

 Antes de iniciar a Impermeabilização, é necessário fazer uma Limpeza na superfície a ser impermeabilizada, retirando qualquer partícula solta. Tendo uma superfície limpa e seca, executamos uma Camada de Regularização com uma argamassa de areia e cimento no traço de 1:3, espessura mínima de 2cm, corrigindo ainda, irregularidades que podem prejudicar o sistema impermeabilizante e a qualidade do trabalho.

 Ressaltamos os cantos vivos e arestas que devem ser arredondadas.Tubulações devem já estar chumbados. Recomenda-se, num raio de 25cm, um rebaixamento de 3cm ao redor dos tubos para melhor arremate. Sobre o substrato seco, inicia-se o processo de Imprimação aplicando-se o Primer, que proporciona total aderência ao sistema impermeabilizante.

 Após a secagem do Primer, a superfície está pronta para receber o sistema impermeabilizante.Impermeabilização sobre telhadosAntes de iniciar a Impermeabilização, é necessário fazer uma Limpeza na superfície a ser impermeabilizada, retirando qualquer partícula solta.

Tendo uma superfície limpa e seca, inicia-se o processo de Imprimação aplicando-se o Primer, que proporciona total aderência ao sistema impermeabilizante. Após a secagem do Primer, a superfície está pronta para receber o sistema impermeabilizante.

 APLICAÇÃO DA MANTA ASFÁLTICA

 Impermeabilização sob telhados em lajes

 Em geral, as mantas asfálticas podem ser aplicadas por dois processos: a quente ou com o auxílio do maçarico. Após secagem da camada de Primer, no processo a quente, aplica-se uma camada de asfalto aquecido a uma temperatura entre 180°C e 220°C, com auxílio de um espalhador; Posteriormente desenrola-se a bobina de manta asfáltica, tendo cuidado de permitir um excesso de asfalto à frente da bobina. No processo de colagem com o uso do maçarico, direciona-se a chama para aquecer a parte inferior da bobina e a superfície imprimada ao mesmo tempo. Conforme derrete o asfalto da bobina e da superfície, o aplicador vai desenrolando a bobina tomando os devidos cuidados para um bom desempenho final. A sobreposição entre as mantas deve ser de no mínimo 10cm, derretendo a extremidade da manta superior com uma colher de pedreiro aquecida, formando um chanfro e selando junto à manta inferior.

 Impermeabilização sobre telhados

 Neste local a aplicação é feita através da colagem com o uso do maçarico, direciona-se a chama para aquecer a parte inferior da bobina e a superfície imprimada ao mesmo tempo. Conforme derrete o asfalto da bobina e da superfície, o aplicador vai desenrolando a bobina tomando os devidos cuidados para um bom desempenho final.

A sobreposição entre as mantas deve ser de no mínimo 10cm, derretendo a extremidade da manta superior com uma colher de pedreiro aquecida, formando um chanfro e selando junto à manta inferior.

PROTEÇÕES MECÂNICAS: Impermeabilização sob telhados em lajesPara proteção da manta asfáltica contra ações mecânicas e intempéries, executamos uma camada de areia e cimento denominada "Proteção Mecânica". Nas áreas verticais deve-se utilizar uma tela metálica ou plástica para estruturas a proteção mecânica na vertical.Impermeabilização sobre telhadosPara este sistema não é executado a proteção mecânica, pois os matérias são0 auto protegidos e não estão sujeitos a trânsito.

Materiais - Membrana asfáltica a quenteDESCRIÇÃO As membranas asfálticas moldadas à quente são produtos impermeabilizantes, moldados in loco, compostos pela sobreposição de camadas de asfalto quente, diferenciando sua qualidade final, conforme o tipo de asfalto empregado.

CARACTERÍSTICAS

Num geral, as Membranas asfálticas a quente, possuem as seguintes características:

Estabilidade térmica e dimensional;

Alta resistência aos esforços mecânicos;

Alta resistência ao puncionamento estático e dinâmico;

Ampla faixa de resistência à temperatura;

Alta resistência à fadiga mecânica;

Elevada durabilidade

Devem ser aplicados à quente e possuem grande capacidade de adesão.Possui dificuldade de fiscalização: difícil controle de espessura e quantidade de asfalto. Portanto é recomendada a avaliação de um corpo de prova. Podem variar ainda de acordo com o tipo de asfalto ou estruturante usado.

ASFALTOS

 Asfaltos podem ser classificados em: Asfaltos Oxidados, Policondensado, Elastomericos. Possuem uma alta contribuição na qualidade final do produto impermeabilizante.

 ESTRUTURANTES

 Os estruturantes são responsáveis pela resistência à tração. Os mais utilizados são: fibra de vidro, tela de poliéster, tela de nylon, véu de polietileno.

 ESPECIFICAÇÃO ÀREAS DE TELHADOS

 Na execução de impermeabilizações de áreas sob telhados é recomendado a utilização de membranas asfalticas, estruturadas com poliéster. O consumo mínimo recomendado é de 3kg/m2.

 APLICAÇÃO

 O sucesso de uma boa impermeabilização é a sua aplicação. Para isso é importante estar atento a diversos detalhes executivos e recomendações de fabricantes.Para o processo de impermeabilização ser iniciado, é necessário uma Preparação da Superfície, para então, chegar à Aplicação da Membrana Asfáltica, e por fim, a execução da Proteção Mecânica.

 PREPARAÇÃO DA SUPERFÍCIE

 Antes de iniciar a Impermeabilização, é necessário fazer uma Limpeza na superfície a ser impermeabilizada, retirando qualquer partícula solta. Tendo uma superfície limpa e seca, executamos uma Camada de Regularização com uma argamassa de areia e cimento no traço de 1:3, espessura mínima de 2cm, corrigindo ainda, irregularidades que podem prejudicar o sistema impermeabilizante e a qualidade do trabalho. Ressaltamos os cantos vivos e arestas que devem ser arredondadas.

 Tubulações devem já estar chumbados. Recomenda-se, num raio de 25cm, um rebaixamento de 3cm ao redor dos tubos para melhor arremate. Sobre o substrato seco, inicia-se o processo de Imprimação aplicando-se o Primer, que proporciona total aderência ao sistema impermeabilizante. Após a secagem do Primer, a superfície está pronta para receber o sistema impermeabilizante.

 APLICAÇÃO DA MEMBRANA MOLDADA A QUENTE

 A membrana moldada à quente in loco é um sistema impermeabilizante, composto pela aplicação de várias camadas de asfalto aquecido entre 180°C e 220°C, em grandes caldeiras elétricas ou a gás, em fornalhas onde não se pode controlar a temperatura.

 O controle da temperatura é muito importante pois a viscosidade e espalhamento do material influenciam na trabalhabilidade do asfalto, e assim, o bom desempenho da aplicação. Sua aplicação dá-se com o auxílio de brochas de fibras vegetais (vassourão), em camadas com sentidos cruzados, diminuindo a margem de erro e falhas, percebendo ainda os locais que já receberam aplicação.

 Não há como determinar uma espessura padrão neste tipo de sistema, mas estima-se um consumo médio de 4kg a 5 kg/m2.Em áreas muito grandes é necessária a análise de um corpo de prova. Retira-se uma amostra da impermeabilização, com muito cuidado, pois este procedimento é destrutivo já que pode retirar também parte da argamassa antes aplicada, interferindo no resultado final.

 Após análise da amostra, faz-se o reparo na área recolhida para que este não seja um foco futuro de vazamentos.

PROTEÇÕES MECÂNICAS:Para proteção das Membranas asfáltica contra ações mecânicas e intempéries, executamos uma camada de areia e cimento denominada "Proteção Mecânica". Nas áreas verticais deve-se utilizar uma tela metálica ou plástica para estruturas a proteção mecânica na vertical.

Materiais - Membrana asfáltica a frio

DESCRIÇÃO

 A membrana asfáltica é um impermeabilizante à base de asfalto, dissolvido em solventes orgânicos e enriquecido com polímeros, para sistemas moldados "in loco".

CARACTERÍSTICAS

 Em geral, as soluções asfálticas possuem excelente flexibilidade, resistência à fadiga e intempérie, boa estabilidade físico-química.Podem ainda, variar suas características de acordo com os polímeros adicionados:Soluções com Elastômeros de SBS: A adição de elastômeros sintéticos no asfalto, garante ao produto, uma maior permanência de suas características que conferem excelente estabilidade físico-química, uma elasticidade permanente e grande durabilidade.

 É de fácil aplicação com rolo de lã de carneiro. Por possuir solventes em sua composição, não é recomendável a sua utilização em ambientes fechados.Soluções com Poliuretano Bi-Componente: A adição de poliuretano no asfalto, garante ao produto, uma maior permanência de suas características que conferem excelente estabilidade físico-química, elasticidade, resistência e impermeabilidade.

 É de fácil aplicação com rolo de lã de carneiro, trincha, rodo ou vassoura de pêlo, tendo uma secagem rápida. Por ser bi-componente, não tem grandes quantidades de solventes, além de ser autonivelante.

ESPECIFICAÇÃO ÀREAS DE TELHADOS

 Na execução de impermeabilizações de áreas sob telhados é recomendado a utilização de membranas asfalticas, estruturadas com poliéster. O consumo mínimo recomendado é de 3kg/m2.

APLICAÇÃO

 O sucesso de uma boa impermeabilização é a sua aplicação. Para isso é importante estar atento a diversos detalhes executivos e recomendações de fabricantes. Antes de ser iniciada a impermeabilização, deve-se primeiramente executar umaPreparação da Superfície, para então, seguir com a Aplicação do Produto, tendo por fim, a execução da Proteção Mecânica.

 Sobre a superfície seca, aplica-se o primer compatível ao sistema, garantindo a aderência da impermeabilização. Aguarda-se então, sua secagem. Aplica-se a primeira demão da solução asfáltica, aguardando sua secagem. Depois de seca, aplica-se uma segunda camada, colocando um estruturante, como uma armadura de poliéster. Aguarda-se novamente sua secagem.

 Para estruturas sujeitas a maiores solicitações, recomenda-se o uso de uma segunda armadura de poliéster.Aplica-se posteriormente, a terceira camada de solução asfáltica, ou quantas forem necessárias de acordo com as recomendações do fabricante, mas sempre respeitando os intervalos de secagem entre cada aplicação. Para soluções asfálticas com poliuretano bi-componente, o procedimento é intercalado com a adição de catalisador na solução. Recomenda-se portanto, seguir instruções atenciosamente de cada fabricante.

 PREPARAÇÃO DA SUPERFÍCIE

 Antes de iniciar a Impermeabilização, é necessário fazer uma Limpeza na superfície a ser impermeabilizada, retirando qualquer partícula solta. Tendo uma superfície limpa e seca, executamos uma Camada de Regularização com uma argamassa de areia e cimento no traço de 1:3, espessura mínima de 2cm, corrigindo irregularidades que podem prejudicar o sistema impermeabilizante e a qualidade do trabalho. Ressaltamos os cantos vivos e arestas que devem ser arredondadas.

Tubulações devem já estar chumbados. Recomenda-se num raio de 25cm, um rebaixamento de 3cm ao redor das tubulações.Sobre o substrato seco, inicia-se o processo de Imprimação aplicando-se o Primer, que proporciona total aderência ao sistema impermeabilizante. Após a secagem do Primer, a superfície está pronta para receber o sistema impermeabilizante.

PROTEÇÃO MECÂNICA

 Para proteção das Membranas asfalticas em solução, contra ações mecânicas e intempéries, executamos uma camada de areia e cimento denominada "Proteção Mecânica". Nas áreas verticais deve-se utilizar uma tela metálica ou plástica para estruturas a proteção mecânica na vertical.

Materiais - Emulsões asfálticas

DESCRIÇÃO

A emulsão asfáltica é um impermeabilizante à base de asfalto e um emulsionante, permitindo que o material seja armazenado em base aquosa para aplicação à frio.

 EMBALAGENS

 As emulsões asfálticas são geralmente fornecidas em baldes de 20kg, barricas de 40kg ou 50kg, tambores de 180kg a 200kg.

CARACTERÍSTICAS

 O material possui variação da cor preta à marrom; consistência pastosa; fácil aplicação; ótima resistência e durabilidade.Por ser a base de água, não é agressivo ao meio ambiente, podendo ser aplicado em lugares fechados.Aplicado à frio, forma uma membrana monolítica sem emendas, elástica e de boa aderência.Podem variar de acordo com a adição de elastômeros:

Emulsões Asfálticas sem Elastômeros:Seguem as características descritas acima.

Emulsões Asfálticas com Elastômeros:Acrescida de elastômeros ( SBS ) garante as qualidades descritas acima, tendo ainda, maior elasticidade e flexibilidade, mesmo em temperaturas extremas.

ESPECIFICAÇÃO ÀREAS DE TELHADOS

Na execução de impermeabilizações de áreas sob telhados é recomendado a utilização de membranas asfalticas, estruturadas com poliéster. O consumo mínimo recomendado é de 3kg/m2.

APLICAÇÃO 

O sucesso de uma boa impermeabilização é a sua aplicação. Para isso é importante estar atento a diversos detalhes executivos e recomendações de fabricantes.Para o processo de impermeabilização ser iniciado, é necessário uma Preparação da Superfície, para então, chegar à Aplicação da Emulsão Asfáltica e por fim, a aplicação da Camada Separadora, seguida da Proteção Mecânica.

 NORMAS VIGENTES

As normas que fornecem parâmetros de desempenho para as emulsões asfálticas são as: NBR 8521, NBR 9685, NBR 9687, NBR 13724.

 LOCAIS DE APLICAÇÃO

 Áreas de serviço, banheiros, barriletes, calhas, cozinhas, lajes de pequenas dimensões, terraços, varandas, vigas calhas.

 PREPARAÇÃO DA SUPERFÍCIE:Antes de iniciar a impermeabilização, é necessário fazer uma Lavagem com escova de aço e água ou jato d''água de alta pressão, para que a superfície, depois de seca, esteja limpa, sem partes soltas ou desagregadas, nata de cimento, óleos, desmoldantes, etc... Ninhos e falhas de concretagem devem ser reparados com argamassa de cimento e areia, no traço de 1:3, amassada com solução de água e emulsão adesiva à base de resina acrílica. Quando houver jorros de água, como em subsolos com lençol freático, executar tamponamento com a utilização de cimento de pega ultra-rápida, após preparo do local.

 PROTEÇÕES MECÂNICAS:Para proteção da membrana asfáltica com emulsões, contra ações mecânicas e intempéries, executamos uma camada de areia e cimento denominada "Proteção Mecânica". Sendo que, antes da execução da Proteção Mecânica propriamente dita, recomenda-se a utilização de uma Camada separadora ou de uma Camada Drenante.

 Não tecido de polietileno Não-tecido composto por 100% de fibras de polietileno de alta densidade que não possuem aditivos, corantes ou resinas em sua composição. O não-tecido possui alta resistência aos rasgos, furos rupturas e perfurações.

 A leveza do produto, muito superior a dos filmes e membranas utilizados em aplicações similares, torna-o muito mais fácil de instalar. Além de ser química e biologicamente inerte, também é atóxico.É utilizado como sub cobertura para telhados e como revestimentos de paredes para projetos de paredes externas em dry-wall.

Filme de polietileno expandido

DESCRIÇÃO:É um isolante térmico e impermeável para telhados, produzido em espuma de polietileno expandido, revestido em uma das faces com um filme de poliéster aluminizado, refletindo o calor por radiação.

CARACTERÍSTICAS DO MATERIAL:Produto que garante perfeita impermeabilidade contra água, impede a penetração de poeira, inibi o fenômeno da condensação, protege o forro contra possíveis infiltrações, eliminando ainda, o aparecimento de goteiras. Proporciona conforto térmico reduzindo o calor no verão e mantendo-o no inverno, economizando energia com equipamentos de ar condicionado. É de fácil instalação, alta durabilidade, não desenvolve fungos, não conduz eletricidade, não é inflamável, não solta partículas, não provoca corrosão eletrolítica e possui alta resistência mecânica.

UTILIZAÇÃO DO MATERIAL:Utilizado em todos os tipos de telhados residenciais ou comerciais, galpões com cobertura metálica, cerâmica, de concreto, ardósia, telha de barro, portuguesa, romana, germânica, fibrocimento, etc.CONSUMO:O consumo é de 1,10 à 1,15m2/m2.



Projeto, Produtos e Aplicação de impermeabilizantes



I – Como contratar serviços de impermeabilização

Serviço malfeito tem consequências danosas para a obra. Gera atraso, custo extra, prejuízo financeiro e muita desconfiança por parte dos clientes. Por isso, os cuidados tomados com os produtos, dentro da fábrica, devem se estender ao serviço de aplicação.


1 – Projeto – O início de tudo

Um projeto específico de impermeabilização, um prestador de serviço bem recomendado e a fiscalização constante do contratante são as três precauções basicas para garantir um serviço confiável. Ai vem a pergunta: o mercado oferece essa condições? Parte disso cabe ao próprio cliente, mas no que depender dos fornecedores, a resposta e sim.

Tudo começa com uma boa assessoria, que pode vir dos fabricantes idôneos, geralmente associados ao IBI. O setor, de um modo geral, reconhece que existem poucos escritórios especializados, mas os que atuam têm grande experiência e são profundos conhecedores das características técnicas dos produtos e da aplicação, capazes de desenvolver o projeto ou assessorar grandes projetistas, tal como fazem os bons fabricantes.

 Consultados, técnicos de fabricantes de de sistemas impermeabilizantes afirmam que os projetistas devem especificar os produtos por sua descrição técnica, deixando claras as características requeridas em projeto, isto posto, todo fabricante estará apto a fornecer o produto.


2 – Garantia: Aplicadores + Fabricantes

Se o projeto está bem detalhado, resta procurar a empresa de aplicação. Em geral, os próprios fabricantes contam com uma rede de aplicadores credenciados e aptos a aplicar os produtos de sua linha. Além da rede, algumas empresas oferecem também programas de impermeabilização de condomínios. Os alicadores sempre contam com orientação e acompanhamento das fabricas. Isso da ao cliente certa tranquilidade, embora a garantia seja bem delimitada; os prestadores de serviços (Aplicadores) são responsáveis pela garantia de 5 anos e a fábrica, pela qualidade do produto.

Muitos treinamentos técnicos são promovidos pelos fabricantes junto ao profissional-chave no processo: o aplicador . Além de treinamentos, suporte técnico, os fabricantes oferecem suporte técnico e acompanhamento às obras sempre que necessário. A garantia de 5 anos é dada pelo fabricante ao produto por seu desempenho e contra defeitos de fabricação, cabendo a empresa aplicadora garantir a qualidade da instalação.

 Por fim, cabe ainda ressaltar que pelo Código de Defesa do Consumidor e o Procon, estabelece-se prazo de 90 dias para reclamações junto ao prestador de serviços. Após este prazo, se ficar caracterizado como vício de origem, o consumidor continua com a garantia. Porém, danos provocados por uso inadequado da área impermeabilizada não caracterizam a responsabilidade do aplicador.


3 – Dicas de Projeto

Identifique as interferências de instalações e arquitetura, de modo a subsidiar o projeto de impermeabilização.
Consulte a NBR 9575, que está em revisão.
Coloque todos os projetistas em contato direto.
Contrate um especialista para o projeto de impermeabilização.
Observe se os materiais especificados atendem às normas técnicas.
Procure influir na coordenação dos projetos.


4 – Seleção do Fornecedor

É necessário fixar alguns critérios para a contratação do serviço. O cliente deve abrir uma concorrência baseada em um projeto ou especificação que determine claramente o tipo de material que está sendo orçado e que este contemple a norma técnica aplicável. Deve também se certificar de que os produtos e sistemas participantes da tomada de preços são equivalentes em características e desempenho. Caso receba sugestões para alterar o especificado, e recomendável consultar o projetista. “O consumidor deve ser orientado para que analise a situação em nível de projeto, pois esta etapa é constituída de especificações (descrições e justificativas), desenhos, detalhes, planilhas com quantitativos, serviços e sugestões de critérios de medição, conforme preconizado pela NBR 9575/98”.

Credenciado ou não, o aplicador deve ser avaliado previamente pelo contratante. Para isso, convém solicitar referências de obras anteriores, certificar-se de que a empresa possui um responsável técnico, que seja associada ao IBI, que utilize produtos de qualidade e seja indicada ou avalizada pelo fabricante do produto que pretende utilizar. No que tange à proposta comercial, deve ser clara e abrangente, que explicite todos os serviços e as respectivas garantias. O tempo de atividade também é um bom indicador para a avaliação do aplicador.


Dicas de Fornecedores:

Peça aos fabricantes catálogos técnicos e indicação de instaladores.
Consulte fabricantes que oferecem suporte técnico sem custo extra.
Cheque se a empresa possui mão-de-obra qualificada e se tem experiência.
Tenha em mãos uma proposta técnico-comercial clara, que discrimine a metodologia executiva e a tecnologia a ser empregada.
Para lagoa de dejetos, verifique se os fabricantes possuem materiais resistentes aos resíduos.


5 – Contrato

 Escolhida a empresa, vem o contrato. O contratante deve prever a fiscalização da execução de todas as etapas dos serviços – preparações, regularizações, ensaios de produtos, a impermeabilização em si, ensaios hidráulicos, proteções mecânicas e revestimentos.

 Um modelo que tem se mostrado muito eficiente é a contratação de fornecimento de materiais diretamente com o fabricante e de mão-de-obra com o aplicador, revelando vantagens para todas as partes a construtora assegura o fornecimento em lotes específicos, com certificado de análise, obtém alguns serviços associados, como especificações técnicas e quantificação de todas as áreas, acompanhamento e suporte técnico; já o aplicador trabalha com mais tranquilidade, podendo investir seu capital de giro na excelência da mão-de-obra.

 Nos moldes tradicionais, o contrato de prestação de serviços deve ser o mais detalhado possível (veja tabela abaixo).

Quanto à forma de contratação, a mais comum, na construção civil, dá-se por medição, mas se o serviço for muito pequeno uma opção e o preço global, a chamada empreitada. Profissionais do setor impermeabilizador entendem que a forma ideal de contratação é por preço unitário de cada etapa, conforme planilha de quantitativos extraída do projeto de impermeabilização.

 Assim, “podem ser adicionadas ou subtraídas quantidades conforme as necessidades do contratante, como preconiza a lei 8.666 de 21/06/93 – Licitações e Contratos, no caso de obras públicas”. Também o valor da impermeabilização admite divergências. Esses valores variam muito de acordo com o sistema, principalmente quando falamos em mono ou dupla camada e também em função da qualidade do produto, argumentam técnicos do setor.

Veja como deve ser a contratação dos serviços de impermeabilização nas situações a seguir.
Edifício comercial
A construtora deve procurar um especialista e integrá-lo aos outros projetistas da obra.
Com a proposta técnica na mão, pode-se buscar no mercado a melhor relação custo-benefício.
 Hospital público
 O projetista de impermeabilização é fundamental para compatibilizar os projetos.
Na contratação do aplicador (subcontratado), o construtor deve averiguar a idoneidade e a saúde financeira dele.
 Condomínio habitado
 Fabricantes podem oferecer uma boa assessoria neste caso. Mas, como várias pessoas participam da decisão de contratar, os orçamentos (no mínimo três) devem ser bem detalhados.
 A própria residência
 Sob orientação de um especialista, a aplicação pode ser contratada por empreitada, mas é vital que haja a fiscalização. Importante: o projetista pode ser o fiscal, mas o aplicador, não.
 Pequena reforma
 Dadas as dimensões da obra, o maior problema é controlar a qualidade do serviço.
Mas os próprios fabricantes podem dar uma assessoria e indicar aplicadores credenciados.


6 – Fiscalização e Testes

Como saber se o aplicador está, afinal, usando produtos de qualidade? Verifique se o produto entregue na obra corresponde àquele efetivamente contratado, quanto à marca, composição, tipo, espessura.

 Esses dados são fáceis de conferir. Outra maneira é contratar ensaios ou solicitar o envio dos materiais com certificado de qualidade do fabricante daquele lote específico. Durante a realização do serviço conte com a fiscalização de um profissional especializado, preferivelmente o próprio projetista da impermeabilização, a quem cabe analisar as amostras ensaiadas.

Existem testes aplicáveis tão logo o serviço esteja concluído. O teste previsto na NBR 9575/1998 – Impermeabilização – Seleção e Projeto (item 4.5) é o de estanqueidade, que deve ser aplicado por no mínimo 72 horas antes de executada a proteção mecânica. Se houver vazamento, a manutenção é imediata.

 Quanto à rotina de manutenção, o básico é manter os ralos limpos e desobstruídos, não instalar nenhum equipamento ou elemento que possa perfurar a impermeabilização, não utilizar substâncias agressivas para lavagens periódicas das áreas, como ácidos, por exemplo, e não alterar o paisagismo dos jardins de forma que a terra ultrapasse a altura do rodapé original.

Além dos aspectos legais inerentes a todo contrato de prestação de serviços, é indispensável na contratação do aplicador:

Descrição minuciosa dos serviços a serem executados.
Descrição técnica de materiais e sistemas, inclusive citando a marca.
Preços unitários e globais.
Quantidades envolvidas.
Prazo de execução de cada etapa.
Fornecimentos por conta do cliente e do contratado.
Condições de pagamento e formas de reajuste.
Minuta do termo de garantia que será entregue no final dos serviços.


II – O que deve conter um projeto de impermeabilização

De acordo com a NBR 13531:1995 - Elaboração de projetos de edificações - Atividades técnicas, aplicável em conjunto com a NBR 9575:1998 - Projeto de impermeabilização, e Projeto NBR 9575:2003, o projeto de impermeabilização compõe-se de um conjunto de informações gráficas e descritivas que definem integralmente as características de todos os sistemas de impermeabilização empregados em uma dada construção, de forma a orientar sua produção. O projeto de impermeabilização deverá ser constituído de dois projetos que se complementam: projeto básico e projeto executivo (veja tabela abaixo).

Projeto Básico

Desenhos
Textos
plantas de localização e identificação das impermeabilizações, bem como dos locais de detalhamento construtivo.memorial descritivo dos tipos de impermeabilização selecionados para os diversos locais que necessitem de impermeabilização  
 detalhes construtivos que descrevem graficamente as soluções adotadas no projeto de arquitetura para o equacionamento das interferências existentes entre todos os elementos e componentes construtivos.
detalhes construtivos que explicitem as soluções adotadas no projeto de arquitetura para o atendimento das exigências de desempenho em relação à estanqueidade dos elementos construtivos e à durabilidade frente à ação da água, da umidade e do vapor de água.

Projeto Executivo

Desenhos
Textos
plantas de localização e identificação das impermeabilizações, bem como dos locais de detalhamento construtivo.

memorial descritivo de materiais e camadas de impermeabilização.
 memorial descritivo de procedimentos de execução e de segurança do trabalho.
 detalhes genéricos e específicos que descrevam graficamente todas as soluções de impermeabilização projetadas e que sejam necessários para a inequívoca execução destas.planilha de quantitativos de materiais e serviços.
planilha de descrição de ensaios de campo e tecnológicos.


III – Quais as principais consequências da umidade

Tanto as estruturas quanto os ocupantes dos imóveis são vítimas da umidade. Um ambiente úmido e insalubre cheira a mofo e propicia o desenvolvimento de colônias de fungos e bactérias, condições que ameaçam diretamente a saúde dos usuários.

 Isso sem falar da possibilidade de inundação das áreas de subsolo, com grandes prejuízos aos condôminos. Para a edificação, as consequências mais visíveis da infiltração são a desagregação do revestimento, eflorescências no concreto e em argamassas, deterioração e embolhamento de pinturas, e comprometimento da estrutura no longo prazo.


A umidade em cada área da edificação

Fundações

Problemas
Soluções
Umidade ascendente com deterioração da argamassa de revestimento nos pés de paredes, podendo chegar até alturas > 1,00 m.Impermeabilização rígida, como cristalizantes e argamassas poliméricas, ou flexível, como menbranas de asfalto modificado com polímeros em solução ou mantas asfálticas
Infiltração de água e inundação das áreas próximas.
Insalubridade do ambiente.

Lajes em contato com o solo

Problemas
Soluções
Umidade por capilaridade, causando deterioração de acabamentos, como madeiras, carpetes e pisos.Internamente, impermeabilização rígida, como cristalizantes e argamassas poliméricas. Externamente, antes da concretagem do piso, sobre lastro de concreto magro ou solo regular e compactado, impermeabilizações pré-fabricadas, como mantas asfálticas com geotêxtil acoplado.  
Destacamento e embolhamento de pisos de alta resistência , epoxídicos, poliuretânicos, etc.
Insalubridade do ambiente.

Paredes em contato com o solo, cortinas e paredes-diafragma

Problemas
Soluções
Deterioração da argamassa de revestimento.Internamente, impermeabilização rígida, como cristalizantes (somente para substratos maciços) e argamassas poliméricas. Externamente, impermeabilizações pré-fabricadas, como mantas asfálticas ou menbranas moldadas no local à base de solução asfáltica modificada com polímeros, aplicadas a frio e estruturadas com tela industrial de poliéster.
    
Embolhamento e deterioração da pintura.
Deterioração de móveis encostados nas paredes, quadros, revestimentos.
Insalubridade do ambiente

Pilares (estruturas de concreto)

Problemas
Soluções
Ataque as armaduras, com comprometimento da estrutura.Os pilares recebem a mesma impermeabilização de pisos e paredes 

Revestimento de argamassa

Problemas
Soluções
Desagregação. A argamassa perde resistência e torna-se pulverulenta, destacando-se da superfície.Normalmente os revestimentos são executados após a adoção de alguma impermeabilização aplicada diretamente na estrutura. Porém, quando a parede ou cortina for de alvenaria revestida, este revestimento deverá ser executado somente com cimento e areia, no traço de 1:3 a 1:4 e poderá ser impermeabilizado contra umidade de solo com argamassa polimérica pela face interna. Pela face externa, poderá receber impermeabilização elástica, como manta asfáltica ou menbrana moldada no local à base de solução asfáltica modificada com polímeros, aplicada a frio e estruturada com tela industrial de poliéster. Importante: infiltrações do subsolo que afetam os acabamentos (argamassas e pinturas) revelam patologias que têm origem em outras áreas (fundações, pilares, lajes etc.). Portanto, o tratamento pontual do acabamento pode ser apenas paliativo e ocultar problema mais grave; o ideal é investigar as causas das patologias e tratá-las.
  
Eflorescências, mofo e bolor.

Pintura

Problemas
Soluções
Embolhamento e destacamentoRefazer a pintura após impermeabilização da base, conforme as soluções propostas nos itens anteriores.

  
Eflorescências, mofo e bolor.

Concreto aparente

Problemas
Soluções
Comprometimento da estruturaPode ser tratado com sistemas rígidos, como argamassa polimérica e cristalizantes, ou flexíveis (mantas asfálticas, emulsões ou soluções asfálticas, etc.). A opção vai depender das particularidades de cada obra. Por exemplo: em um solo com umidade constante, lençol freático alto e pressão negativa, somente com acesso interno, é recomendado um sistema rígido. Caso seja possível rebaixar o lençol freático, pode-se optar por um sistema flexível aplicado externamente.

Lajes de subsolo (do 1º para o 2º subsolo)

Problemas
Soluções
Oxidação das armaduras com comprometimento das estruturas no longo prazo.Se recomendadas, neste caso, mantas asfálticas, que, no entanto, exigem altura suficiente e proteção mecânica dimensionada para o trânsito de veículos. Existem também alguns sistemas compostos por membranas de uretano com adição de agregados que podem ser utilizados como acabamento final e impermeabilizante. Estes, porém, são muito mais caros que os tradicionalmente utilizados em nosso mercado e ainda não há tecnologia nacional, dependendo de produtos importados.


IV – Cuidado!

Mitos e desculpas que podem colocar a obra 'água abaixo':
”Não podemos lutar contra a água, vamos conviver com ela.”
”Não há sistema de impermeabilização eficiente para conter lençol freático.”
”O subsolo não terá acesso ao público, somente os manobristas vão entrar lá.”
”Não vamos fazer porque não foi considerado em nosso orçamento.”
”Estamos com as cortinas concretadas há meses e elas estão secas (até a primeira cheia ou até receber a primeira pintura).”


V – Conclusões

A proteção das estruturas contar infiltrações de água é condição mínima e necessária a qualquer edificação, independentemente do pavimento em que a infiltração possa se manifestar. O usuário deve exigir que todas as partes da edificação estejam estanques e sem nenhuma manifestação de umidade. A utilização de sistemas impermeabilizantes tem como função principal proteger a edificação, permitindo um aumento da vida útil da construção, garantindo a salubridade dos ambientes e melhorando a qualidade de vida dos usuários.