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Impermeabilização de piscinas


Piscinas

Tratamos aqui de piscinas em concreto e fibra de vidro, usadas em pavimentos térreos, onde embaixo normalmente haverá vagas de garagem ou em apartamentos dúplex de cobertura, onde normalmente embaixo estará a sala de estar.

 Acredito que esteja aqui um dos nossos dois grandes desafios, pois estamos falando de uma ousadia arquitetônica, onde toneladas de água estarão nos testando a cada minuto, enquanto existir.

Partindo daí, percebemos que até mais importante que a camada impermeabilizante, está a qualidade estrutural. Essa região da edificação deverá receber atenção redobrada na fase de concretagem. Terão que ser peças de concreto perfeitas, sem "bichos", falhas ou restos de madeira incrustados após a desforma.

Não podemos abrir mão da mísula nos cantos horizontais e verticais, que serão reforços importantes.

Os elementos como entrada de água, ladrão, ralo de fundo, deverão também receber redobrada atenção quanto à sua rigidez com a laje de fundo ou paredes laterais.

 O fundo receberá tratamento igual a área transitável por pedestres, as paredes deverão ter, como proteção mecânica sobre a manta, placas de poliestireno expandido (isofoan, isopor) para proteção no momento crítico onde uma ou mais pessoas saltam na piscina.

 Após a colocação das placas de poliestireno expandido na vertical, aplica‐se uma camada de argamassa de cimento e areia no traço 1:3, armada com tela galinheiro. Esta camada de argamassa receberá o assentamento dos azulejos.

Com a intenção de não interferir no teto do pavimento inferior, normalmente essas piscinas são construídas em um nível mais elevado. Isso faz com que se crie uma segunda laje para o deck. Vemos então, surgir um caixão perdido.

 Este caixão perdido não pode jamais ser preenchido com entulhos, argila expandida ou qualquer outro material, pois no caso de uma infiltração,o armazenamento de água neste material será motivo de incômodo por muito tempo.

 O problema da infiltração será resolvido, mas o cliente terá sua goteira garantida por longos meses. Deverá receber impermeabilização dupla, uma camada no fundo do caixão perdido e outra sobre o deck, que será a continuação da manta que passa dentro da piscina.

Em um espaço de ar confinado, acontece o fenômeno da condensação, que é a liquefação do vapor de água proveniente da cura do concreto, vapor presente no ar ou uma eventual infiltração na laje superior.

 Este problema é evitado deixando-se pelo menos dois tubos de Ø mínimode 75 mm para a respiração do caixão, dispostos em pontos opostos. Estes tubos devem ter uma altura mínima de 20 cm dentro do caixão e sua ponta inferior rente com o teto do pavimento inferior.



Impermeabilização de boxes de banheiro


Boxes de banheiros


Como os boxes de banheiros não são expostos a grande variação de temperatura, costumeiramente procura-se executar a laje com cuidados para boa cura e a sua impermeabilização é feita apenas através da cerâmica e um bom arremate com silicone na borda do tubo do ralo.

Por uma maior segurança pode-se aplicar manta asfáltica ou elastomérica, não havendo necessidade de se impermeabilizar o restante do banheiro, exceto no caso de existência de banheiras de hidromassagem, que por ser área mais úmida que o box, exige uma atenção maior quanto à impermeabilização.

No caso de se optar pela aplicação de manta na região do box, alguns cuidados devem ser tomados. As paredes devem ser de tijolo maciço pelo menos 20 cm acima do barrado de manta.

O barrado de manta nas paredes deve ter uma altura mínima de 50 cm e sua ancoragem feita na parede por um sulco de 4x4cm com inclinação de 45 graus.

 A manta deve sair 50 cm para fora do box e deve-se deixar uma sobra de 20cm para ser cortada após o piso acabado Antes da aplicação da manta, deve-se fazer os arremates de impermeabilização no ralo, ancoragem da esquadria do box (quando necessário). O ideal é se evitar o máximo possível, chumbamentos e intervenções no piso a ser impermeabilizado.


Impermeabilização de floreiras e jardins


Floreiras e jardins


Como nos outros casos, tratamos aqui de floreiras e jardins que serão construídos sobre uma laje que terá uma finalidade de uso embaixo.

No caso de floreiras que terão suas paredes em alvenaria, existe a necessidade destas paredes serem construídas sobre uma mureta de concreto com altura mínima de 15cm monolítica com a laje.

 Esta medida é fundamental para evitar o destacamento da parede e conseqüente ruptura da manta. A drenagem é feita por tubos de PVC Ø100mm, instalados no meio da vegetação, tantos quantos necessários para a drenagem da área.

 Esses tubos deverão ter em sua extremidade superior uma grelha metálica, preferencialmente pintada na cor vermelha para uma fácil localização em meio à vegetação, para eventuais manutenções e desobstrução.

No fundo do canteiro deverá se deixar uma camada de 10cm de cascalho, brita ou seixo rolado para a drenagem da água capilarizada. Essa camada deverá estar separada da camada de terra por uma camada de poliéster não tecido (geotêxtil). 

O escoamento da água capilarizada será feito pelo mesmo tubo captador da água da superfície da floreira, através de furos Ø 5/8" feitos neste tubo dentro da camada de cascalho, ou seja, estes furos devem estar abaixo da camada do geotêxtil.

Por questões estruturais, independente da altura externa da floreira, poder-se-á criar internamente lajes falsas na intenção de se reduzir o volume de terra. Mesmo que essas lajes sejam criadas, por se tratar de elementos pré-moldados soltos, a impermeabilização deverá ser aplicada como se todo o espaço fosse preenchido com terra.

 A camada de cascalho e os furos no tubo de drenagem deverão subir de acordo com esta laje falsa.

A profundidade de terra da floreira deve ser dimensionada de acordo com o potencial de raízes da vegetação a ser usada, assim como se deve evitar a utilização de espécies vegetais de raízes vigorosas ou que possam oferecer riscos ao sistema de impermeabilização. 


Impermeabilização de varandas


Varandas

Tratamos aqui dos casos de varandas e sacadas construídas em local que terá uma finalidade de uso embaixo. Esses locais são considerados transitáveis por pedestres, cabendo então as recomendações para tal. Cuidados extras serão colocados e alguns deles se aplicam não só a regiões com estes fins.

Considerando que nem todas as sacadas têm seu guarda-corpo em total alvenaria ou concreto, há que se tomar os cuidados com os arremates de impermeabilização junto aos tubos ou outros metais que que ancorarão os elementos do guarda-corpo.

Toda região impermeabilizada que tiver em sua periferia uma porta que dê ligação com a área interna da edificação deverá ter a camada impermeabilizante adentrando no mínimo 1.00 metro para o fundo e laterais.

Ao final desse 1.00 metro, deverá se deixar uma sobra de manta de 20cm, que será cortada somente depois do piso acabado. Esta medida evita que a água percole pela argamassa de assentamento do piso, infiltrando no ambiente interno.

Já vimos casos de percolações que chegaram a avançar 5 metros pela área interna.

Nas paredes periféricas da área impermeabilizada deve ter um barrado mínimo de 50 cm de altura, e sua parede deve ser constituída de elemento não poroso e maciço a pelo menos 20 cm acima da borda do barrado.

Impermeabilização de rufos em concreto


Rufos


Os rufos aqui tratados são os rufos em concreto que dão acabamento à parte alta do telhado, onde se encontra com paredes ou platibandas, tanto no sentido horizontal quanto lateral.

Estes rufos são superfícies de concreto armado de largura pequena, proximadamente 30 cm.

Nesses casos, a camada impermeabilizante não se faz necessária com mantas, sendo suficiente uma impermeabilização com membranas.

No momento da concretagem o carpinteiro deve ser instruído a deixar na forma um baguete de 2,5 x 2,5 cm, no sentido longitudinal do rufo, próximo da borda 3 cm.

Isso fará com que a peça de concreto fique com um sulco na face inferior, que servirá como pingadeira, evitando o refluxo da água.

A superfície superior e lateral do rufo deve receber uma camada de regularização (cimento e areia no traço 1:3) com espessura mínima de 3 cm.

Todos os cantos devem ser arredondados e a membrana deve revestir toda a face lateral e superior do rufo, assim como a parede de onde emerge o rufo e sua face superior. A face superior da parede deve ter uma inclinação de 5% para o lado interno a fim de evitar manchas precoces na fachada.

A camada impermeabilizante é feita por uma demão de primer, 3 demãos de emulsão asfáltica entremeadas com lã de vidro e protegida com pintura refletiva (alumínio).

Impermeabilização de Calhas de concreto


Calhas

As calhas aqui tratadas são aquelas moldadas sobre a laje de cobertura, em concreto armado.

Estas calhas devem ser impermeabilizadas com o sistema de mantas. A manta deverá subir pela parede da calha até a sua borda externa.

As paredes da calha devem ter a sua superfície superior na mesma inclinação do telhado.

Recomenda-se que a telha entre pelo menos 10 cm dentro da calha, formando um pequeno beiral a fim de evitar entrada de água causada por chuvas de vento.

Para efeito de manutenção da calha, recomenda-se uma largura livre de no mínimo 30 cm.
Deve-se prever na camada de regularização da superfície do fundo da calha, um caimento mínimo de 1% para ralos e sua espessura mínima de 3 cm. Invariavelmente, uma calha deverá receber um tratamento de isolação térmica.


Como acabar com a umidade nas paredes?



Em períodos chuvosos, é muito comum encontrar manchas escuras nas paredes, geralmente causadas pelo excesso de umidade. Essas manchas podem sofrer complicações e causar mofos nas paredes ou a degradação de pinturas, o que prejudica tanto a estética, quanto a estrutura de uma obra. Para que as chuvas deixem de danificar o interior da casa, é importante saber como acabar com a umidade nas paredes.

Antes de tudo, é preciso descobrir qual é a origem do problema. A umidade nas paredesinternas de uma casa pode vir tanto do seu interior, por infiltração, quanto pela umidade do ar dentro de casa. Uma boa dica é colocar um recorte de papel alumínio na área afetada por algum tempo. Caso a umidade se condense entre a parede e o papel, significa que ela é interna. Se a umidade for do ambiente, a parte visível do papel é que ficará condensada.

Umidade interna na parede

Quando a origem da umidade é no interior da parede, é necessário a aplicação de um produtoimpermeabilizante.Verifique se as manchas estão descendo ou subindo pela parede. Dessa forma, será possível identificar se o problema é no teto ou no piso da casa. As maneiras de solucionar o problema de infiltração podem variar de acordo com sua origem.

Umidade de fora para dentro da parede

Quando a umidade ocorre de fora para dentro da parede, onde acaba ficando mais visível, antes de tudo, é necessário remover a pintura e massa corrida até de 30 cm acima da mancha e chapiscar a superfície do tijolo. Feito isso, basta aplicar um revestimento impermeabilizante, como aVIAPLUS TOP ou VIAPLUS 1000. As demãos podem ser aplicadas com intervalos de duas ou três horas. Nesse caso, é recomendado ter um profissional qualificado para auxiliá-lo nesse problema e aplicar o produto da forma correta.

Umidade do ambiente

O excesso de umidade e a falta de ventilação no ambiente podem se refletir nas manchas e deteriorações das paredes do cômodo. Para resolver esse problema, algumas dicas simples já podem ajudar:
Evite deixar móveis, como armário ou cama, encostados em paredes que não recebam luz solar;
Procure deixar as janelas e cortinas abertas por um período do dia, para que haja circulação do ar;
Evite o uso de carpetes em cômodos pouco iluminados pelo sol e com pouca ventilação.

Em casos mais simples, para retirar as manchas de umidade das paredes, passe uma esponja umedecida com detergente na região. A solução de um copo de água sanitária misturada com 5 litros de água, passada com um pano, mata os fungos e renova a aparência da parede. Se necessário, aplique diariamente tais produtos para chegar ao estado natural da tinta.

Descobrir a origem do problema é a melhor forma de resolvê-lo e evitar que a umidade volte.

Alguém aí já teve problemas com umidade na parede? Compartilhe suas dúvidas com a gente!

Fica a Dica: passo a passo para impermeabilizar com Manta asfaltica


Manta Asfáltica

O principal cuidado a ser tomado em sua aplicação, é de conscientizar o aplicador de que o maçarico (usado na fusão das mantas) não pode aproximar e ficar exposto à manta em um mesmo local por muito tempo para não ocasionar ruptura do véu estrutural localizado dentro da manta, danificando-a. Vários fatores são levados em consideração para se julgar o ideal para isso, pressão de saída no bico do maçarico, resistência do asfalto, temperatura do ambiente, entre outros.
Uma boa dica dada pelos bons operários é que o asfalto deve apenas derreter e se nota a ruptura da estrutura da manta se a superfície parecer que "fritou".
Sua aplicação é feita da seguinte maneira:


1 – Regularização
- Fazer rebaixo de 15 cm na borda dos ralos com profundidade de 4 mm.
- Limpeza da laje na área a ser impermeabilizada.
- Verificação dos elementos que virão a interferir na impermeabilização.
- Verificação de presença de corpos estranhos na superfície da laje. Ex. restos de madeira incrustados no concreto, arames e outros.
- Aplicação de argamassa no traço 1:3 de cimento e areia.
- Caimento de no mínimo 1% para os ralos.
- Arredondamento dos cantos (normalmente se usa a lateral de uma garrafa).
- Cuidar que a superfície regularizada esteja tão lisa quanto uma argamassa permita. Uniforme e homogênea para receber a manta sem traumas.

2 - Aplicação do primer
- O primer é uma pintura de base asfáltica.
- A superfície deve estar totalmente seca.
- O primer é aplicado a rolo de lã ou brocha, em uma única demão.
- Consumo de aproximadamente de 0,3 l/m².
- Aguardar 24 h após a aplicação do primer, para aplicação da manta.
- Toda área a ser impermeabilizada deve receber essa camada de primer

3 - Aplicação da manta
- Isolamento da área para impedir que operários não pertinentes aos serviços de impermeabilização transitem ou causem danos ao processo.
- Verificação dos elementos que virão a interferir na impermeabilização. Ex: afastamento adequado de dutos em relação às paredes.
- Conferência da presença de todos os elementos, a fim de evitar ferimentos posteriores.
- Verificar as especificações de projeto.
- Dispor os rolos de mantas no sentido longitudinal da aplicação, tomando o cuidado com o esquadrejamento. Fazer arremate nos ralos e outros elementos vaza-manta.
‐ Inserir dentro dos ralos uma seção de tubo de PVC de 3 cm com um corte vertical. Este aneltem a finalidade de não deixar a manta descolar do cano.



Fica a Dica: passo a passo para impermeabilizar com Manta elastométrica


Manta Elastomérica

Embora este seja o sistema de maior longevidade, exige mão-de-obra muito melhor treinada e uma conscientização também maior por parte de todos os colaboradores da obra. Sua espessura mínima de 0,8mm exige este grande cuidado, chegando a ponto da necessidade de isolamento da área até que já tenha sido aplicada a proteção mecânica. Esta proteção mecânica também deve ser feita pela equipe de impermeabilizadores. Todo e qualquer operário que precisar transitar por sobre a manta, deverá fazê-lo descalço, devendo ser proibido o uso principalmente
de botinas.
Caso queira-se testá-la, só se pode por a água após 24h da aplicação. Este é o tempo de reação total do adesivo com a fita de caldeação.
A manta elastomérica é aplicada solta sobre a laje. Este sistema é chamado de sistema flutuante de impermeabilização. Ele tem o inconveniente de, no caso de um vazamento, a água "caminhar" por baixo da manta por longas distâncias, dificultando a localização do vazamento.
Sua aplicação é feita da seguinte maneira:


1 – Regularização
- Limpeza da laje na área a ser impermeabilizada
- Verificação dos elementos que virão a interferir na impermeabilização
- Verificação de corpos estranhos na superfície da laje. Ex. restos de madeira incrustados no concreto, arames e outros.
- Aplicação de argamassa de cimento e areia no traço 1:3, com espessura mínima de 3cm.
- Caimento de no mínimo 1% para os ralos
- Arredondamento dos cantos (normalmente se usa a lateral de uma garrafa)
- Cuidar para que a superfície regularizada fique tão lisa quanto uma argamassa permita. Uniforme e homogênea para receber a manta sem traumas

2 - Aplicação do primer
- O primer é uma pintura de base asfáltica
- A superfície deve estar totalmente seca
- O primer é aplicado a rolo de lã ou brocha, em uma única demão
- Consumo de aproximadamente 0,3 litros por metro quadrado
- Aguardar 24 horas após a aplicação do primer para a aplicação da manta

3 – Aplicação da manta
- Isolamento da área para impedir que operários não pertinentes aos serviços de impermeabilização transitem ou causem danos ao processo
- Verificação dos elementos que virão a interferir na impermeabilização. Ex. afastamentos adequados de dutos em relação às paredes
- Conferência da presença de todos os elementos, a fim de evitar ferimentos posteriores
- Verificar as especificações de projeto
- Dispor os rolos de manta no sentido longitudinal da aplicação, atentando para o esquadrejamento
- Fazer arremates nos ralos e outros elementos vaza‐manta
- Inserir dentro dos ralos uma seção de tubo de PVC de 3 cm com um corte vertical. Este anel tem a finalidade de não deixar a manta descolar do cano. 


ATENÇÃO: A reação química no momento de vulcanização do material elastomérico libera gases tóxicos. Em locais fechados como em reservatórios exige-se o uso de equipamento insuflador.


Ao comprar um imóvel, o que perguntar sobre impermeabilização?


Se o imóvel tem um projeto específico de impermeabilização, a exemplo do que ocorre com outros itens de uma construção: arquitetura, instalações hidráulicas e elétricas; informações sobre a empresa aplicadora; quais os sistemas de impermeabilização que foram empregados e verificar quais áreas foram impermeabilizadas.

A aplicação da impermeabilização não deve ser percebida como “característica extra”, algo que diferencia o imóvel de muitos outros, um luxo , como são vistos, por exemplo, certos opcionais de carros etc, mas como uma essencialidade dentro da proposta de preservação de seu patrimônio, algo muito importante para a manutenção da salubridade do ambiente onde nossas famílias vivem, algo fundamental para nossa qualidade de vida.

Impermeabilização: saiba quando e como aplicar seus benefícios


A arquiteta Leonilda Ferme, gerente técnica da Denver Impermeabilizantes, enumera os casos mais comuns, e as soluções mais viáveis, com produtos eficientes e de excelente relação custo x benefício.

É perfeitamente possível prever se um imóvel está seguramente protegido contra infiltrações, umidade ou mofo. Basta providenciar um bom projeto de impermeabilização juntamente com os demais projetos executivos da obra. Porém, se a obra está pronta, e a grande ocorrência de chuvas ou o clima frio do inverno provocam prejuízos inesperados, não há motivos para preocupações. Afinal, hoje a indústria de impermeabilizantes oferece opções para reparos imediatos e produtos adequados para cada tipo de problema.

Umidade, mofo e infiltração são problemas comuns em quase todas as regiões do Brasil. Talvez ocorra com maior incidência em regiões mais frias, embora nada impeça que as chuvas, comuns em regiões quentes, criem alguns problemas, assim como a umidade constante em locais com temperaturas reduzidas. O importante é saber que para todos os casos há uma boa solução e resultados plenamente satisfatórios.

Esquadrias e portas

É muito comum a passagem da água entre parede e esquadrias. Normalmente, esse problema está relacionado com a qualidade e o tipo de esquadria utilizada, com a mão-de-obra da colocação ou com os detalhes arquitetônicos da obra. Uma boa solução emergencial para evitar esses problemas é calafetar com um bom selante as áreas prováveis de infiltração. Exemplo: trincas e fissuras nos cantos dos caixilhos, as interfaces entre parede e caixilho, ou entre o vidro e o caixilho. Em superfícies de metal, concreto e alvenaria, a arquiteta aconselha o uso de selantes a base de poliuretano (Denverflex 330) e, para vidro, os selantes de silicone.

Calhas

Se o problema é ocasionado pelo dimensionamento da calha, não há uma solução imediata. Nesses pontos geralmente o usuário esquece a necessidade constante de manutenção. Ou seja, é importante manter as calhas sempre limpas e desobstruídas. Esse cuidado ajuda muito a evitar os problemas de transbordamento de água durante as fortes chuvas. “Se após a limpeza concluirmos que o problema é a impermeabilização, uma boa dica é verificar se não há problema nos pontos de arremate dos ralos ou nas outras áreas críticas”, afirma Leonilda. E ela dá como exemplo o destacamento de rodapés, juntas, algum dano etc. Lembre-se sempre de executar os reparos com o mesmo sistema impermeabilizante utilizado originalmente. “Se o problema persistir, a única solução é quebrar e refazer a impermeabilização, seguindo as boas práticas executivas rigorosamente”, finaliza.

Lajes

Vazamentos e infiltrações em lajes é um problema muito comum. O ideal é seguir as mesmas recomendações indicadas para as calhas, considerando que a área já tem uma impermeabilização. É recomendável limpar os ralos, checar os arremates da impermeabilização nos pontos de ralos, rodapés, juntas e arremates em geral e tentar fazer reparos localizados, como medida paliativa. “Mesmo para esses procedimentos imediatos é importante requisitar ajuda de um profissional qualificado. Não há como garantir a eficiência. Feito os reparos, é muito importante uma análise melhor da área para que seja executado um trabalho definitivo”, considera a arquiteta.


Paredes e rodapés

Não há paliativo que resolva os problemas nessas áreas da obra. Deve-se fazer uma análise e partir para o serviço definitivo. A falha da impermeabilização dos baldrames são as causas mais comuns de problemas nos rodapés, conhecida como “umidade ascendente”. Porque a umidade existente no solo tem a capacidade de ascender, ou seja, subir através das paredes, podendo alcançar alturas até 1 metro, dependendo da intensidade de umidade do terreno. Duas soluções podem ser adotadas neste caso, de acordo com o tipo de parede:


- Com tijolo maciço – Injetar um produto cristalizante, de base mineral. Em contato com a água, ele forma cristais sólidos e insolúveis, cansando o “entupimento” dos poros dos tijolos e barrando a ascensão da umidade. Essa solução é definitiva. Neste caso, o produto indicado é o Denver Barra Seca.

- Com tijolo de alvenaria furada - Aplicar argamassa polimérica (Denvertec 100) três vezes (três demãos), sobre a parede previamente preparada. Esse produto deve ser aplicado em altura de no mínimo 1,5 metro acima da manifestação da umidade, dos dois lados da parede.

Aterros e escavações

É comum encontrarmos umidade nos ambientes, causada pela presença de terra do outro lado da parede. É um problema bastante comum, que muitos usuários enfrentam com o vizinho, porque construiu a casa dele num nível de terreno acima do nível de sua casa. Ou que o usuário cria para si mesmo, quando faz escavações para construir uma garagem, deixando as paredes em contato com a terra. Para ambos os casos, vale a mesma solução: aplicar Denvertec 100 pelo menos três vezes (três demãos).

Tratamento das áreas molháveis com paredes em gesso acartonado


Com a implementação no Brasil da utilização de fechamentos internos com painéis de gesso acartonado em substituição às paredes de alvenaria convencionais, sistema utilizado há mais de 100 anos nos países mais desenvolvidos do mundo,-

- surgiu a necessidade da combinação de sistemas impermeabilizantes já disponíveis no mercado e do desenvolvimento de detalhamentos técnicos específicos para atender às necessidades de proporcionar estanqueidade às áreas molháveis.

A utilização de placas de gesso acartonado especiais ou delgadas de concreto, resistentes à umidade e à proliferação de fungos, não exime à necessidade da impermeabilização pois o sistema de montagem gera pontos vulneráveis à passagem de água.

A garantia de desempenho dos fechamentos internos no sistema de gesso acartonado em áreas molháveis está diretamente relacionada a atenção dada aos tratamentos específicos executados nestes detalhes de montagem.

A. TIPOS DE PLACAS

1 .Placa Verde

Placa de gesso acartonado especial que recebe tratamento a base de silicone na superfície do papel cartão e também no miolo de gesso. Este tratamento atribui à placa resistência à umidade, vapores e à proliferação de fungos, porém não oferece resistência à água não sendo indicado para usos externos, saunas e locais onde a umidade e o vapor podem transpassar pelo revestimento superficial final e atingir a placa.


2. Placa cimentícia ou placa delgada de concreto

Placa fabricada à base de fibras não orgânicas, agregados leves e massa cimentícia. No Brasil falta regulamentação e normalização tanto para a sua fabricação quanto para a sua aplicação. Atualmente estão sendo seguidas normas internacionais. A correta utilização pede o emprego de barreiras contra a umidade por detrás da placa, com função básica de retardo a vapores. Tem como desvantagem o peso relativamente superior ao das demais placas e como vantagem o uso em áreas externas.


3. Placa sintética

Placa fabricada à base de gesso tratado por silicone em níveis mais profundos que as placas verdes. Entram em sua formulação componentes à base de fibras não orgânicas, sintéticas e outras como as fibras de vidro. Estes materiais tem excelente durabilidade e resistência quando expostos à umidade excessiva, inclusive em áreas como saunas, lavanderias industriais e terraços externos.

B. REVESTIMENTOS SUPERFICIAIS SOBRE AS PLACAS VERDES

Para as áreas molháveis recomenda-se que sejam utilizados revestimentos cerâmicas ou a base de laminados plásticos. O cuidado fundamental a ser observado é o perfeito rejuntamento entre as peças de forma a garantir que a umidade e vapores não penetrem por entre as peças e atinjam a placa.

C. TRATAMENTOS IMPERMEABILIZANTES


1 .Calafetações


Os elementos fixados diretamente nas paredes de gesso acartonado como registros, torneiras e demais pontos de hidráulica, são pontos que facilitam a passagem de água. Devem portanto, além de serem fixados de forma correta e eficaz, receberem uma calafetação na interface entre o ponto e a placa, com MONOPOL , que ofereçe boa aderência na placa e nas tubulações, consistência adequada para a aplicação e boa estabilidade físico-química.


Deve-se prever também, a calafetação das peças a serem instaladas nas áreas molháveis como bancadas, pias, lavatórios, etc. Além das características requeridas para o MONOPOL , devem ser observadas condições de bom acabamento, estabilidade de cor e atoxidade.


2. Impermeabilização dos rodapés


2.1 Critérios para a seleção do sistema impermeabilizante


Existem vários sistemas impermeabilizantes que podem ser utilizados nos rodapés das áreas molháveis, executadas com gesso acartonado, com excelente desempenho. Porém para se fazer uma correta especificação deve-se considerar algumas variáveis a saber:

Haverá impermeabilização no piso e qual sistema ser. adotado? (*)

* Qual a espessura disponível para a impermeabilização?
* Qual revestimento superficial será utilizado sobre a placa?
* O revestimento superficial será aplicado diretamente sobre a placa?
* Haverá necessidade de rodapés com alturas maiores que 30 cm em função da utilização?
* Que tipo de estrutura será utilizada a impermeabilização para a seleção de suas características quanto à flexibilidade?

De posse destas informações pode-se partir então, para a seleção do sistema impermeabilizante mais adequado, compatibilizando todas as variáveis envolvidas.


(*) ...sempre recomendável que as áreas molháveis recebam impermeabilização em toda a área: piso e rodapés.


2.2 Sistemas propostos


a. SISTEMA I- VITKOTE ELASTIC - mono componente

Sistema impermeabilizante elástico, "moldado in loco", à base de asfalto modificado com elastômeros sintéticos, dispersos em meio água, aplicado a frio e estruturado com uma tela de poliéster.


b. SISTEMA II- VIAPLUS 5000 - bi-componente

Sistema impermeabilizante elástico, "moldado no local", à base de resinas termoplástica e cimentos aditivados, aplicado a frio e estruturado com uma tela de poliéster.


c. SISTEMA III - VIAPLUS 1000

Sistema impermeabilizante semi-flexível, "moldado in loco", à base de dispersão acrílica + cimentos especiais e aditivos minerais, bi-componente, aplicado a frio, podendo ser estruturado com uma tela de poliéster.


d. SISTEMA IV - VIAPOL PREMIUM POLIESTER OU GLASS PL/EL 3 mm

Sistema impermeabilizante elástico, pré-fabricado, à base de asfalto modificado com plastomero (APP) ou elastomero (SBS), estruturado com uma armadura não tecida de filamentos contínuos de poliéster ou de fibra de vidro.


2.3 Preparo de superfície

a. Piso

Tipo A - Executar a regularização da superfície com argamassa de cimento e areia, traço 1:3, promovendo caimentos mínimos de 1% em direção aos ralos. Observar os cuidados básicos referentes às condições do substrato para receber a regularização: limpo, sem impregnações de qualquer natureza e umedecido com a mistura de uma parte de água para uma parte de Viafix Acrílico. Para as impermeabilizações pré-fabricadas (mantas asfálticas), providenciar um rebaixo de 0,5 cm de profundidade, numa área de 20 x 20 cm ao redor dos ralos, para execução dos arremates.

Tipo B - Executar a limpeza do substrato através de limpeza com escova de aço ou jato de água sob pressão. Verificar a existência de falhas de concretagem, ninhos, depressões e promover a retirada de elementos estranhos à estrutura como pontas de ferro, tocos de madeira, etc.. Recompor estas áreas com argamassa de cimento e areia, traço 1:3, lançada sobre substrato umedecido com a mistura de uma parte de água para uma parte de Viafix Acrílico. Deixar uma canaleta em forma de U ao redor das tubulações de no mínimo 1 x 1 cm e no máximo 2 x 1 cm ( largura x profundidade).


b. Rodapé

As impermeabilizações elásticas com espessuras maiores ou iguais a 3mm, recomendamos que sejam embutidas nos rodapés de forma a não prejudicar a


2.4 Metodologias de aplicação dos sistemas impermeabilizantes

Seguir as recomendações do Manual Técnico da Viapol. O Sistema 1, também tem a opção do VITLASTIC 70, mono componente, dispersão de asfalto e elastômeros sintéticos em solvente, aplicado a frio, moldado "in loco".


2.5 Combinações possíveis



Tabela 1


2.6 Detalhes Executivos

Seguem anexos, detalhes executivos exemplificando as combinações possíveis constantes na Tabela 1 - coluna OPÇÕES.



IMPERMEABILIZAÇÃO EM PAREDES DE GESSO ACARTONADO


IMPERMEABILIZAÇÃO EM PAREDES DE GESSO ACARTONADO


IMPERMEABILIZAÇÃO EM PAREDES DE GESSO ACARTONADO


BIBLIOGRAFIA

Trabalho do Eng. Marcos Storte constante dos Anais dos Seminários de Soluções Tecnológicas Integradas - Paredes de Gesso Acartonado e Sistemas Complementares, apresentados nas cidades de Curitiba-PR, Belo Horizonte-MG, Rio de Janeiro-RJ e Porto Alegre-RS
NBR-9575/2003 - Impermeabilização - Seleção e projeto
NBR-9952/98 - Manta asfáltica com armadura para impermeabilização - Requisitos e métodos de ensaio.
NBR-11905/92- Sistema de impermeabilização composto por cimento impermeabilizante e polímeros.
NBR-9685/86 - Emulsões asfalticas sem carga para impermeabilização

* Todas as opções de impermeabilização de rodapé devem necessariamente sobrepor no mínimo 10 cm em direção ao piso
** Nesta combinação é necessário a calafetação da junção placa/piso, com MONOPOL, como garantia adicional

Impermeabilização rígida passo-a-passo - Impermeabilização externa de paredes de encosta


Precauções

Caso o sistema de impermeabilização necessite,providenciar durante sua execução,proteção adequada contra a ação das intempéries.Impedir o trânsito de pessoas,material e equipamento estranhos ao processo de impermeabilização,durante a sua execução.

Observar as normas de segurança quanto ao fogo,no caso das impermeabilizações que utilizam materiais asfálticos à quente ou contendo solventes.Nessas situações,deve-se tomar cuidados especiais em ambientes fechados,no tocante ao fogo,explosão e intoxicação,a que o pessoal estiver sujeito,prevendo uma ventilação forçada.

Impermeabilização externa de paredes de encosta

 a)Inicialmente,chapiscar a parede. O chapisco pode ser convencionalou rolado;

 b)Depois,rebocar a parede com a argamassa impermeável até 1 metro acima do nível do piso. Fazer em duas camadas;

 c)Pintar externamente com Neutrol(superfície seca) ou Neutrolin(superfície úmida) e encostar a terra.

Impermeabilização rígida passo-a-passo - Alicerces


Precauções

Caso o sistema de impermeabilização necessite,providenciar durante sua execução,proteção adequada contra a ação das intempéries.Impedir o trânsito de pessoas,material e equipamento estranhos ao processo de impermeabilização,durante a sua execução.

Observar as normas de segurança quanto ao fogo,no caso das impermeabilizações que utilizam materiais asfálticos à quente ou contendo solventes.Nessas situações,deve-se tomar cuidados especiais em ambientes fechados,no tocante ao fogo,explosão e intoxicação,a que o pessoal estiver sujeito,prevendo uma ventilação forçada.

Impermeabilização de Alicerces

A água existente no solo (lençol freático) pode subir pelas paredes até quase 1metro.Isso faz a pintura descascar,soltar o reboco e surgir o mofo.Não adianta pintar por cima porque a umidade logo volta.Por isso,há alguns anos,quando não havia impermeabilizantes,as edificações eram providas de porões,cuja finalidade principal era a de confinar a umidade proveniente do solo, impedindo-a de atingir o interior das habitações.

a) O Vedacité sempre dissolvido na água que será misturada à massa (água de amassamento);

b) Usar cimento novo,sem pelotas,e areia média peneirada;

c) Assentar os tijolos com argamassa impermeável até a 3ª fiada acima do alicerce;

Argamassa impermeável: - 1 lata de cimento;

- 3 latas de areia.

Misturar na proporção: - 1 kg de Vedacitpara cada lata de cimento ou

- 2kg para cada saco de 50kg de cimento.

Passo-a-passo

d) Capear o alicerce com a mesma argamassa impermeável na espessura mínima de 1,5cm,descendo 15 cm nas laterais.Isso garante que a umidade não penetre pelos cantos do baldrame.Usar sempre desempenadeira de madeira para desempenar a última camada;

e) Esperar secar e dar 2 demãos de Neutrol ou Neutrolin,o qual pode ser aplicado mesmo em superfícies ligeiramente úmidas; 

f) - Consumo de Neutrol: 500 ml/m²,2 demãos

- Consumo de Neutrolin: 400 ml/m², 2 demãos;

g) Fazer o revestimento das paredes, externo e interno,usando a mesma argamassa impermeável,até a altura de 1 metro.

A impermeabilização,preferencialmente,deve ser feita no lado em que a água exerce pressão.



Como decidir pelo produto de impermeabilização que seja mais apropriado?


Depende de cada tipo de estrutura sobre a qual se queira impermeabilizar. Sendo assim, a definição leva em consideração se a estrutura está sujeita ou não a Movimentação.

 Assim, por exemplo, as lajes de grande superfície expostas à luz solar e intenso resfriamento no período noturno apresentam grande movimentação, face aos movimentos de dilatação (dia) e retração (noite). Tais estruturas exigem, para efeito de impermeabilização, produtos com características Flexíveis.

Sugerimos que se recorra a serviços especializados de profissionais, que serão capazes de avaliar tecnicamente a melhor solução em impermeabilização.


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Impermeabilização do Subsolo


Subsolo


Tratamos aqui da impermeabilização de subsolos que sofrem com problemas de afloramento do lençol freático.


Considerando que na maioria dos casos de subsolos a área ocupada vá de divisa a divisa do terreno, temos grande dificuldade de acesso para impermeabilizar estas paredes.

O ideal seria que tivéssemos um grande terreno e pudéssemos construir um subsolo de concreto monolítico de cabeça pra baixo, impermeabilizássemos as paredes e o fundo e só então o puséssemos em sua posição definitiva. Como isso não é possível, usamos a técnica do envelopamento.

Trata-se da construção de paredes e piso provisórios, apenas para receber a camada

impermeabilizante. Depois de feita a impermeabilização e aplicada a proteção mecânica, constrói-se a parede e piso propriamente ditos. Deve-se lembrar de deixar os arranques dos blocos ou sapatas e fazer seus respectivos arremates de impermeabilização.

Outros casos deverão ser tratados particularmente, como por exemplo, casos onde seja necessário o rebaixamento do lençol freático.

Projeto, Produtos e Aplicação de impermeabilizantes



I – Como contratar serviços de impermeabilização

Serviço malfeito tem consequências danosas para a obra. Gera atraso, custo extra, prejuízo financeiro e muita desconfiança por parte dos clientes. Por isso, os cuidados tomados com os produtos, dentro da fábrica, devem se estender ao serviço de aplicação.


1 – Projeto – O início de tudo

Um projeto específico de impermeabilização, um prestador de serviço bem recomendado e a fiscalização constante do contratante são as três precauções basicas para garantir um serviço confiável. Ai vem a pergunta: o mercado oferece essa condições? Parte disso cabe ao próprio cliente, mas no que depender dos fornecedores, a resposta e sim.

Tudo começa com uma boa assessoria, que pode vir dos fabricantes idôneos, geralmente associados ao IBI. O setor, de um modo geral, reconhece que existem poucos escritórios especializados, mas os que atuam têm grande experiência e são profundos conhecedores das características técnicas dos produtos e da aplicação, capazes de desenvolver o projeto ou assessorar grandes projetistas, tal como fazem os bons fabricantes.

 Consultados, técnicos de fabricantes de de sistemas impermeabilizantes afirmam que os projetistas devem especificar os produtos por sua descrição técnica, deixando claras as características requeridas em projeto, isto posto, todo fabricante estará apto a fornecer o produto.


2 – Garantia: Aplicadores + Fabricantes

Se o projeto está bem detalhado, resta procurar a empresa de aplicação. Em geral, os próprios fabricantes contam com uma rede de aplicadores credenciados e aptos a aplicar os produtos de sua linha. Além da rede, algumas empresas oferecem também programas de impermeabilização de condomínios. Os alicadores sempre contam com orientação e acompanhamento das fabricas. Isso da ao cliente certa tranquilidade, embora a garantia seja bem delimitada; os prestadores de serviços (Aplicadores) são responsáveis pela garantia de 5 anos e a fábrica, pela qualidade do produto.

Muitos treinamentos técnicos são promovidos pelos fabricantes junto ao profissional-chave no processo: o aplicador . Além de treinamentos, suporte técnico, os fabricantes oferecem suporte técnico e acompanhamento às obras sempre que necessário. A garantia de 5 anos é dada pelo fabricante ao produto por seu desempenho e contra defeitos de fabricação, cabendo a empresa aplicadora garantir a qualidade da instalação.

 Por fim, cabe ainda ressaltar que pelo Código de Defesa do Consumidor e o Procon, estabelece-se prazo de 90 dias para reclamações junto ao prestador de serviços. Após este prazo, se ficar caracterizado como vício de origem, o consumidor continua com a garantia. Porém, danos provocados por uso inadequado da área impermeabilizada não caracterizam a responsabilidade do aplicador.


3 – Dicas de Projeto

Identifique as interferências de instalações e arquitetura, de modo a subsidiar o projeto de impermeabilização.
Consulte a NBR 9575, que está em revisão.
Coloque todos os projetistas em contato direto.
Contrate um especialista para o projeto de impermeabilização.
Observe se os materiais especificados atendem às normas técnicas.
Procure influir na coordenação dos projetos.


4 – Seleção do Fornecedor

É necessário fixar alguns critérios para a contratação do serviço. O cliente deve abrir uma concorrência baseada em um projeto ou especificação que determine claramente o tipo de material que está sendo orçado e que este contemple a norma técnica aplicável. Deve também se certificar de que os produtos e sistemas participantes da tomada de preços são equivalentes em características e desempenho. Caso receba sugestões para alterar o especificado, e recomendável consultar o projetista. “O consumidor deve ser orientado para que analise a situação em nível de projeto, pois esta etapa é constituída de especificações (descrições e justificativas), desenhos, detalhes, planilhas com quantitativos, serviços e sugestões de critérios de medição, conforme preconizado pela NBR 9575/98”.

Credenciado ou não, o aplicador deve ser avaliado previamente pelo contratante. Para isso, convém solicitar referências de obras anteriores, certificar-se de que a empresa possui um responsável técnico, que seja associada ao IBI, que utilize produtos de qualidade e seja indicada ou avalizada pelo fabricante do produto que pretende utilizar. No que tange à proposta comercial, deve ser clara e abrangente, que explicite todos os serviços e as respectivas garantias. O tempo de atividade também é um bom indicador para a avaliação do aplicador.


Dicas de Fornecedores:

Peça aos fabricantes catálogos técnicos e indicação de instaladores.
Consulte fabricantes que oferecem suporte técnico sem custo extra.
Cheque se a empresa possui mão-de-obra qualificada e se tem experiência.
Tenha em mãos uma proposta técnico-comercial clara, que discrimine a metodologia executiva e a tecnologia a ser empregada.
Para lagoa de dejetos, verifique se os fabricantes possuem materiais resistentes aos resíduos.


5 – Contrato

 Escolhida a empresa, vem o contrato. O contratante deve prever a fiscalização da execução de todas as etapas dos serviços – preparações, regularizações, ensaios de produtos, a impermeabilização em si, ensaios hidráulicos, proteções mecânicas e revestimentos.

 Um modelo que tem se mostrado muito eficiente é a contratação de fornecimento de materiais diretamente com o fabricante e de mão-de-obra com o aplicador, revelando vantagens para todas as partes a construtora assegura o fornecimento em lotes específicos, com certificado de análise, obtém alguns serviços associados, como especificações técnicas e quantificação de todas as áreas, acompanhamento e suporte técnico; já o aplicador trabalha com mais tranquilidade, podendo investir seu capital de giro na excelência da mão-de-obra.

 Nos moldes tradicionais, o contrato de prestação de serviços deve ser o mais detalhado possível (veja tabela abaixo).

Quanto à forma de contratação, a mais comum, na construção civil, dá-se por medição, mas se o serviço for muito pequeno uma opção e o preço global, a chamada empreitada. Profissionais do setor impermeabilizador entendem que a forma ideal de contratação é por preço unitário de cada etapa, conforme planilha de quantitativos extraída do projeto de impermeabilização.

 Assim, “podem ser adicionadas ou subtraídas quantidades conforme as necessidades do contratante, como preconiza a lei 8.666 de 21/06/93 – Licitações e Contratos, no caso de obras públicas”. Também o valor da impermeabilização admite divergências. Esses valores variam muito de acordo com o sistema, principalmente quando falamos em mono ou dupla camada e também em função da qualidade do produto, argumentam técnicos do setor.

Veja como deve ser a contratação dos serviços de impermeabilização nas situações a seguir.
Edifício comercial
A construtora deve procurar um especialista e integrá-lo aos outros projetistas da obra.
Com a proposta técnica na mão, pode-se buscar no mercado a melhor relação custo-benefício.
 Hospital público
 O projetista de impermeabilização é fundamental para compatibilizar os projetos.
Na contratação do aplicador (subcontratado), o construtor deve averiguar a idoneidade e a saúde financeira dele.
 Condomínio habitado
 Fabricantes podem oferecer uma boa assessoria neste caso. Mas, como várias pessoas participam da decisão de contratar, os orçamentos (no mínimo três) devem ser bem detalhados.
 A própria residência
 Sob orientação de um especialista, a aplicação pode ser contratada por empreitada, mas é vital que haja a fiscalização. Importante: o projetista pode ser o fiscal, mas o aplicador, não.
 Pequena reforma
 Dadas as dimensões da obra, o maior problema é controlar a qualidade do serviço.
Mas os próprios fabricantes podem dar uma assessoria e indicar aplicadores credenciados.


6 – Fiscalização e Testes

Como saber se o aplicador está, afinal, usando produtos de qualidade? Verifique se o produto entregue na obra corresponde àquele efetivamente contratado, quanto à marca, composição, tipo, espessura.

 Esses dados são fáceis de conferir. Outra maneira é contratar ensaios ou solicitar o envio dos materiais com certificado de qualidade do fabricante daquele lote específico. Durante a realização do serviço conte com a fiscalização de um profissional especializado, preferivelmente o próprio projetista da impermeabilização, a quem cabe analisar as amostras ensaiadas.

Existem testes aplicáveis tão logo o serviço esteja concluído. O teste previsto na NBR 9575/1998 – Impermeabilização – Seleção e Projeto (item 4.5) é o de estanqueidade, que deve ser aplicado por no mínimo 72 horas antes de executada a proteção mecânica. Se houver vazamento, a manutenção é imediata.

 Quanto à rotina de manutenção, o básico é manter os ralos limpos e desobstruídos, não instalar nenhum equipamento ou elemento que possa perfurar a impermeabilização, não utilizar substâncias agressivas para lavagens periódicas das áreas, como ácidos, por exemplo, e não alterar o paisagismo dos jardins de forma que a terra ultrapasse a altura do rodapé original.

Além dos aspectos legais inerentes a todo contrato de prestação de serviços, é indispensável na contratação do aplicador:

Descrição minuciosa dos serviços a serem executados.
Descrição técnica de materiais e sistemas, inclusive citando a marca.
Preços unitários e globais.
Quantidades envolvidas.
Prazo de execução de cada etapa.
Fornecimentos por conta do cliente e do contratado.
Condições de pagamento e formas de reajuste.
Minuta do termo de garantia que será entregue no final dos serviços.


II – O que deve conter um projeto de impermeabilização

De acordo com a NBR 13531:1995 - Elaboração de projetos de edificações - Atividades técnicas, aplicável em conjunto com a NBR 9575:1998 - Projeto de impermeabilização, e Projeto NBR 9575:2003, o projeto de impermeabilização compõe-se de um conjunto de informações gráficas e descritivas que definem integralmente as características de todos os sistemas de impermeabilização empregados em uma dada construção, de forma a orientar sua produção. O projeto de impermeabilização deverá ser constituído de dois projetos que se complementam: projeto básico e projeto executivo (veja tabela abaixo).

Projeto Básico

Desenhos
Textos
plantas de localização e identificação das impermeabilizações, bem como dos locais de detalhamento construtivo.memorial descritivo dos tipos de impermeabilização selecionados para os diversos locais que necessitem de impermeabilização  
 detalhes construtivos que descrevem graficamente as soluções adotadas no projeto de arquitetura para o equacionamento das interferências existentes entre todos os elementos e componentes construtivos.
detalhes construtivos que explicitem as soluções adotadas no projeto de arquitetura para o atendimento das exigências de desempenho em relação à estanqueidade dos elementos construtivos e à durabilidade frente à ação da água, da umidade e do vapor de água.

Projeto Executivo

Desenhos
Textos
plantas de localização e identificação das impermeabilizações, bem como dos locais de detalhamento construtivo.

memorial descritivo de materiais e camadas de impermeabilização.
 memorial descritivo de procedimentos de execução e de segurança do trabalho.
 detalhes genéricos e específicos que descrevam graficamente todas as soluções de impermeabilização projetadas e que sejam necessários para a inequívoca execução destas.planilha de quantitativos de materiais e serviços.
planilha de descrição de ensaios de campo e tecnológicos.


III – Quais as principais consequências da umidade

Tanto as estruturas quanto os ocupantes dos imóveis são vítimas da umidade. Um ambiente úmido e insalubre cheira a mofo e propicia o desenvolvimento de colônias de fungos e bactérias, condições que ameaçam diretamente a saúde dos usuários.

 Isso sem falar da possibilidade de inundação das áreas de subsolo, com grandes prejuízos aos condôminos. Para a edificação, as consequências mais visíveis da infiltração são a desagregação do revestimento, eflorescências no concreto e em argamassas, deterioração e embolhamento de pinturas, e comprometimento da estrutura no longo prazo.


A umidade em cada área da edificação

Fundações

Problemas
Soluções
Umidade ascendente com deterioração da argamassa de revestimento nos pés de paredes, podendo chegar até alturas > 1,00 m.Impermeabilização rígida, como cristalizantes e argamassas poliméricas, ou flexível, como menbranas de asfalto modificado com polímeros em solução ou mantas asfálticas
Infiltração de água e inundação das áreas próximas.
Insalubridade do ambiente.

Lajes em contato com o solo

Problemas
Soluções
Umidade por capilaridade, causando deterioração de acabamentos, como madeiras, carpetes e pisos.Internamente, impermeabilização rígida, como cristalizantes e argamassas poliméricas. Externamente, antes da concretagem do piso, sobre lastro de concreto magro ou solo regular e compactado, impermeabilizações pré-fabricadas, como mantas asfálticas com geotêxtil acoplado.  
Destacamento e embolhamento de pisos de alta resistência , epoxídicos, poliuretânicos, etc.
Insalubridade do ambiente.

Paredes em contato com o solo, cortinas e paredes-diafragma

Problemas
Soluções
Deterioração da argamassa de revestimento.Internamente, impermeabilização rígida, como cristalizantes (somente para substratos maciços) e argamassas poliméricas. Externamente, impermeabilizações pré-fabricadas, como mantas asfálticas ou menbranas moldadas no local à base de solução asfáltica modificada com polímeros, aplicadas a frio e estruturadas com tela industrial de poliéster.
    
Embolhamento e deterioração da pintura.
Deterioração de móveis encostados nas paredes, quadros, revestimentos.
Insalubridade do ambiente

Pilares (estruturas de concreto)

Problemas
Soluções
Ataque as armaduras, com comprometimento da estrutura.Os pilares recebem a mesma impermeabilização de pisos e paredes 

Revestimento de argamassa

Problemas
Soluções
Desagregação. A argamassa perde resistência e torna-se pulverulenta, destacando-se da superfície.Normalmente os revestimentos são executados após a adoção de alguma impermeabilização aplicada diretamente na estrutura. Porém, quando a parede ou cortina for de alvenaria revestida, este revestimento deverá ser executado somente com cimento e areia, no traço de 1:3 a 1:4 e poderá ser impermeabilizado contra umidade de solo com argamassa polimérica pela face interna. Pela face externa, poderá receber impermeabilização elástica, como manta asfáltica ou menbrana moldada no local à base de solução asfáltica modificada com polímeros, aplicada a frio e estruturada com tela industrial de poliéster. Importante: infiltrações do subsolo que afetam os acabamentos (argamassas e pinturas) revelam patologias que têm origem em outras áreas (fundações, pilares, lajes etc.). Portanto, o tratamento pontual do acabamento pode ser apenas paliativo e ocultar problema mais grave; o ideal é investigar as causas das patologias e tratá-las.
  
Eflorescências, mofo e bolor.

Pintura

Problemas
Soluções
Embolhamento e destacamentoRefazer a pintura após impermeabilização da base, conforme as soluções propostas nos itens anteriores.

  
Eflorescências, mofo e bolor.

Concreto aparente

Problemas
Soluções
Comprometimento da estruturaPode ser tratado com sistemas rígidos, como argamassa polimérica e cristalizantes, ou flexíveis (mantas asfálticas, emulsões ou soluções asfálticas, etc.). A opção vai depender das particularidades de cada obra. Por exemplo: em um solo com umidade constante, lençol freático alto e pressão negativa, somente com acesso interno, é recomendado um sistema rígido. Caso seja possível rebaixar o lençol freático, pode-se optar por um sistema flexível aplicado externamente.

Lajes de subsolo (do 1º para o 2º subsolo)

Problemas
Soluções
Oxidação das armaduras com comprometimento das estruturas no longo prazo.Se recomendadas, neste caso, mantas asfálticas, que, no entanto, exigem altura suficiente e proteção mecânica dimensionada para o trânsito de veículos. Existem também alguns sistemas compostos por membranas de uretano com adição de agregados que podem ser utilizados como acabamento final e impermeabilizante. Estes, porém, são muito mais caros que os tradicionalmente utilizados em nosso mercado e ainda não há tecnologia nacional, dependendo de produtos importados.


IV – Cuidado!

Mitos e desculpas que podem colocar a obra 'água abaixo':
”Não podemos lutar contra a água, vamos conviver com ela.”
”Não há sistema de impermeabilização eficiente para conter lençol freático.”
”O subsolo não terá acesso ao público, somente os manobristas vão entrar lá.”
”Não vamos fazer porque não foi considerado em nosso orçamento.”
”Estamos com as cortinas concretadas há meses e elas estão secas (até a primeira cheia ou até receber a primeira pintura).”


V – Conclusões

A proteção das estruturas contar infiltrações de água é condição mínima e necessária a qualquer edificação, independentemente do pavimento em que a infiltração possa se manifestar. O usuário deve exigir que todas as partes da edificação estejam estanques e sem nenhuma manifestação de umidade. A utilização de sistemas impermeabilizantes tem como função principal proteger a edificação, permitindo um aumento da vida útil da construção, garantindo a salubridade dos ambientes e melhorando a qualidade de vida dos usuários.

A importância do projeto de impermeabilização




Impermeabilizar é o ato de isolar e proteger os materiais de uma edificação da passagem indesejável de líquidos e vapores, mantendo assim as condições de habitabilidade da construção.


 É uma técnica que consiste na aplicação de produtos específicos com o objetivo de proteger as diversas áreas de um imóvel contra a ação de águas que podem vir da chuva, de lavagem, de banhos ou de outras origens. Como tudo em construção civil, a impermeabilização também deve ser planejada para reduzir o custo e aumentar a eficiência.

A falta ou uso inadequado da impermeabilização compromete a durabilidade da edificação, causando prejuízos financeiros e danos à saúde. A água infiltrada nas superfícies e nas estruturas afeta o concreto, sua armadura, as alvenarias.

 O ambiente fica insalubre devido à umidade, fungos e mofo, diminuindo a vida útil da edificação, sem falar no desgaste físico e emocional do proprietário ou usuário que sofre com a má qualidade de vida causada pelos problemas existentes no imóvel.

Quanto custa uma impermeabilização bem feita?

Em qualquer atividade que envolve canalização de recursos financeiros temos que analisar a chamada “relação custo/benefício”. Em impermeabilização não é diferente. 

Se estudarmos o custo de uma boa impermeabilização, veremos que varia entre 1% a 3% do custo total da obra. Se os serviços forem executados apenas depois de constatar problemas com infiltrações na edificação já pronta, o custo com a impermeabilização ultrapassa em muito este percentual. Isto porque refazer o processo de impermeabilização pode gerar um acréscimo de 10% a 15% do valor do serviço.

Devido aos altos índices de manifestações patológicas que vêm ocorrendo nas edificações busca-se, cada vez mais, a garantia e o controle da qualidade em todo o processo construtivo.

Desta forma, a qualidade final do produto depende da qualidade do processo, da interação entre as fases do processo produtivo e da intensa retro-alimentação de informações, fatores que proporcionam a melhoria contínua.

Planejando a impermeabilização

A exemplo dos projetos de instalações hidráulica e elétrica, um projeto de construção civil deve contemplar igualmente um Projeto de Impermeabilização.
O profissional encarregado de planejar a impermeabilização deve dispor dos projetos de arquitetura e demais projetos complementares que tenham ligação com a Impermeabilização. Naturalmente, é importante termos um projeto em total conformidade com os aspectos Normativos (ABNT) e de qualidade.

A NBR 9575 – 2003 estabelece os seguintes pontos:
• Item 3 - definições usadas nos projetos
• Item 4 - classificação dos tipos (Rígido e Flexível)
• Item 4,2 - tipos de substratos
• Item 4.3 - serviços auxiliares e complementares
• Item 5.1 - tipos de impermeabilização contra água de percolação
• Item 5.2 - tipos de impermeabilização contra água de condensação
• Item 5.3 - tipos de impermeabilização contra umidade de solo
• Item 5.4 - tipos de impermeabilização contra fluidos que atuam sob pressão unilateral ou bilateral
• Item 6 - Projeto, onde a elaboração e responsabilidade técnica é exigida para o projeto de arquitetura, conforme definido na NBR 13352 – Elaboração de projetos de edificações - Arquitetura - procedimentos , sendo necessário obedecer de forma integral o disposto na NBR 9575-2003

O projetista de impermeabilização deve analisar os projetos básicos da obra procurando evidenciar as áreas que necessitam de impermeabilização e avaliar os tipos das estruturas, entre outros aspectos, iniciando o estudo dos sistemas adequados para cada situação 

Projetos e Informações Complementares : 

• Projeto de Arquitetura;
• Projeto Estrutural;
• Projeto de Instalações Elétricas e Hidráulicas;
• Existência de pressão negativa;
• Acomodação do terreno;
• Variação de temperatura.

Os tipos de Impermeabilização podem ser divididos em: 

• Pré-fabricados (manta asfáltica) -- Possuem espessuras definidas e controladas pelo processo industrial.
• Moldado no local -- pode ser aplicado à quente (asfaltos em bloco) ou a frio (emulsões e soluções).
• Rígido -- Com argamassas poliméricas, conferem proteção mecânica à superfície impermeabilização.

Interferências no Projeto

Conforme já vimos, em obras comerciais, industriais ou residenciais, a impermeabilização deve ter um projeto específico, que detalhe os produtos e a forma de execução das técnicas de aplicação dos sistemas ideais de impermeabilização para cada caso. A indicação do sistema a usar depende de cada tipo de estrutura sobre a qual se queira impermeabilizar.

Sendo assim, a definição leva em consideração se a estrutura está sujeita ou não a movimentação. Por exemplo: as lajes de grande superfície expostas à luz solar e intenso resfriamento no período noturno apresentam grande movimentação, face aos movimentos de dilatação (dia) e retração (noite). Tais estruturas exigem, para efeito de impermeabilização, produtos com características Flexíveis.

Impermeabilizar não é só aplicar produtos químicos, visa obter 100% de estanqueidade. Para isso devemos observar as seguintes fases: 

• Projeto de Impermeabilização;
• Materiais Impermeabilizantes;
• Mão de obra de aplicação;
• Qualidade da construção;
• Fiscalização;
• Orientação aos usuários Composição do Projeto;
• Memorial descritivo;
• Plantas com detalhes específicos;
• Especificação e localização dos materiais a serem utilizados;
• Definição dos serviços a serem realizados;
• Planilha quantitativa de serviços e materiais aplicados;
• Estimativa de custos dos serviços descritos.

Em resumo...

Um dos fatores de prováveis vazamentos em edificações vem da ausência do Projeto de Impermeabilização. Como em tudo na construção civil, a impermeabilização também deve ser pensada em detalhes, usando as especificações corretas tanto em termos técnicos quanto atendendo às normas específicas.

A falta do planejamento e conseqüente serviço feito desordenadamente pode ocasionar, entre outros, os seguintes problemas: 

• Re-trabalhos de instalações hidráulicas;
• Enchimentos desnecessários;
• Mudança no dimensionamento final dos acabamentos;
• Manutenções e reparos futuros na própria impermeabilização, diminuindo sua vida útil.



Incrustrações em piscina impermeabilizada com manta asfáltica


Com frequência o aplicador é chamado pelo cliente com a reclamação de que o asfalto da manta está saindo pelo rejunte dos azulejos de piscinas impermeabilizadas, depositando-se nos mesmos.

As manchas que aparecem têm coloração por vezes branca ou acinzentada, e às vezes esverdeada escura ou quase preta.

Essas manchas formadas nada têm a ver com a impermeabilização, pois o asfalto e, particularmente as mantas asfálticas poliméricas TORODIN, não são solúveis em água, nem combinam com os produtos utilizados em tratamento de água de piscinas.

1 – Incrustações de coloração clara ou acinzentadas
São causadas pela água que se infiltra pelo rejuntamento dos azulejos e carreia consigo o hidróxido de cálcio solúvel contido na argamassa.

 Este hidróxido em contato com anidrido carbônico (CO2) dissolvido no ar forma o carbonato de cálcio insolúvel em água que se deposita nos rejuntes dos azulejos. A poluição e fuligem do ar fazem com que o carbonato de cálcio de coloração branca adquira cor acinzentada escura.

Para evitar essa ocorrência deve ser utilizado o cimento pozolânico nestas argamassas de piscina, pois este é um cimento que resiste à ação de águas contendo anidrido carbônico ou cloretos e sulfatos dissolvidos.

 Embora menos frequentes, estas incrustações também podem ocorrer em pisos de banheiros e cozinhas ou de lajes externas quando não é executado o caimento correto antes da aplicação da camada impermeabilizante.

A presença efetiva do carbonato de cálcio depositado na piscina, que nada tem a ver com o sistema impermeabilizante, poderá ser facilmente comprovada pela deposição sobre ele de um pouco de ácido muriático. Verificar-se-à uma forte efervescência característica do ataque do ácido ao carbonato. 

Caso seja necessário constatar que a incrustação não está de forma alguma relacionada ao material asfáltico da manta impermeabilizante é só passar sobre ela um pano limpo embebido em varsol, constatar-se-à que o pano permanecerá com a mesma coloração, sem que se visualize uma mancha preta característica da presença de material asfáltico.

2 – Manchas esverdeadas escuras ou azul esverdeadas chegando por vezes a marrom ou quase pretas.

A causa provável dessas manchas é em função de reações de sulfato com produtos resultantes da mistura de cloro e Algicidas ( compostos contendo cobre ) colocados na piscina em um mesmo dia . 

Podem ser também causadas por queda na água de metais ( pregos , grampos e tiaras de cabelo , etc )ou ainda se a água da piscina for proveniente de poços artesianos, minas ou fontes naturais cuja água tenha presença de metais.
As manchas formadas são decorrentes da deposição de sais de cobre que em meio básico são insolúveis. 

Para remoção dessas manchas reduza o pH da água da piscina para 6,5 ( utilizando redutor de pH apropriado ) e deixando a água da piscina circular por 2 horas por dia , durante 7 dias. Nesse período não utilizar a piscina.

Caso a mancha persista, deixar a piscina com o pH baixo até que a mancha saia por completo com uma simples escovação( usar escova apropriada para piscinas). 

Após a remoção da mancha, ajustar o pH para a faixa normal de operação da piscina seguindo as recomendações dos fabricantes de produtos específicos para tratamento da água. 

A utilização do cloro granulado e de algicidas contendo cobre deve ser feita com espaçamento mínimo de 24 horas entre a adição de um produto e do outro, para evitar a formação das manchas.


Impermeabilização de Caixa d'água



Caixas d`água

Tratamos aqui da impermeabilização de reservatórios elevados moldados em concreto. As recomendações dadas para a concretagem das peças da piscina devem ser seguidas também para este caso.

 No piso interno do reservatório será aplicada uma camada de cimento e areia no traço 1:3, como proteção mecânica, já nas paredes, não existe a necessidade de se proteger a manta mecanicamente, ficando exposta.

 Isso faz com que a manta tenda a cair por seu próprio peso. Duas medidas são tomadas a fim de evitar esta queda.

 Aplica-se uma malha de50x50cm de fita de caldeação mais solução adesiva. 

 Aplica-se a manta e após é fixada uma fita de alumínio a cada metro vertical, em toda a volta. Esta fita é fixada com buchas S10 e com parafusos latonados de cabeça boleada. Sobre a fita aplica-se um manchão de material igual ao usado para impermeabilização.

As flanges do fundo do reservatório são de fundamental importância para que o sistema funcione.